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Kátia Abreu: ‘Temer não tem legitimidade para promover reformas e conduzir país’

Agnaldo Araujo - |
Foto: Divulgação
Senadora Kátia Abreu

A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) afirmou, nesta quarta-feira (24), que Legislativo, Judiciário e Executivo precisam dialogar a fim de encontrar uma “saída urgente” para a atual crise política brasileira. Segundo a parlamentar, o atual governo não tem legitimidade para continuar na condução do país e nem para fazer as reformas trabalhista e previdenciária.

Temos que encontrar uma saída. Deveríamos propor imediatamente um diálogo entre Executivo, Legislativo e Judiciário para encontrarmos uma saída urgente. Não é hora mais de pensar na honra do presidente Temer nem de qualquer outra pessoa. O futuro dele ele construiu, ele escreveu. E nós temos que construir, desenhar o futuro do país e dos 14 milhões de desempregados do país”, afirmou Kátia Abreu durante pronunciamento na tribuna do Senado.

A parlamentar ainda disse que o atual momento de instabilidade política pede diálogo e reflexão, porém sem perder a consonância com as ruas e com os clamores da sociedade. “Esta Casa é a Casa do debate, do diálogo, mas nada é mais importante para do que os 14 milhões de desempregados que levantam pela manhã e não têm para onde ir, aqueles que estão com medo de perder seu emprego, com medo da reforma trabalhista e previdenciária”, disse.

Para a senadora, o atual governo do presidente Michel Temer é legal, porém não conquistou legitimidade. Ela criticou a proposta das reformas Trabalhista e Previdenciária no momento em que o país precisa de pacificação. “O Planalto não poderia enfrentar agora reformas que mexem no coração das pessoas, no futuro das suas vidas. Por que não acudiu primeiramente o SUS, que está falido e matando as pessoas nas filas dos hospitais?”, questionou.

Tropas do Exército

Kátia Abreu ainda criticou a edição, pelo presidente Michel Temer, de um decreto que autorizou as Forças Armadas a atuarem nas ruas do Distrito Federal por uma semana. A medida foi tomada após depredações provocadas por algumas pessoas durante a manifestação desta tarde na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

“Neste momento de conflagração, o governo, ao chamar as tropas para as ruas, dá atestado de incompetência política”, criticou a senadora. “Não podemos nem de sonho deixar a população imaginar que a chamada das tropas é para proteger um governo com 9% de popularidade. As tropas não servem para isso e não segurarão este governo”, completou.

Delação JBS

A senadora também comentou sobre a delação dos donos e executivos da empresa JBS, no âmbito da Operação Lava Jato. Ela criticou as condições do acordo, que permitiu que Joesley Batista, sua família e outros delatores deixassem o país. “O Brasil não vai aceitar, não vai se conformar. As pessoas estão desempregadas pedindo socorro e esse malandro está em Nova York, no Central Park?”, questionou.

Kátia Abreu ainda esclareceu que, ao contrário do que o delator Ricardo Saud afirmou durante delação, não recebeu dinheiro de propina da JBS. “Recebi financiamento legal de campanha de todos os frigoríficos, mas nem um centavo da JBS, porque não acho digno receber dinheiro de um homem predador como esse. Mas, como ele não pode provar que me deu um real, deixou a dúvida no ar para me prejudicar”, explicou. (Ascom)

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