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Mãe e filha são condenadas por mandarem matar fazendeiro para não pagar dívida de 222 mil

Redação AF - |
Foto: Divulgação
Jurados condenaram mãe e filha a 20 anos de prisão.

Mãe e filha foram condenadas a 20 anos de prisão pelos crimes de homicídio qualificado e furto qualificado cometidos no ano de 2012, no município de Miracema do Tocantins. A sessão do Tribunal do Júri aconteceu nos últimos dias 25 e 26 e foi acompanhada pelo promotor de justiça Caleb Melo.

O crime ocorreu na Fazenda Angico, município de Miracema do Tocantins, em novembro de 2012. De acordo com a denúncia do Ministério Público, Eliane Bispo Soares Pires (50 anos de idade) e sua filha Leyddy Soares Pires (28 anos de idade) contraíram alguns empréstimos junto à vítima Welington Suacio de Oliveira, valores que seriam utilizados para realizar uma cirurgia oftalmológica em Leyddy. Esses empréstimos totalizaram 100.000,00 (cem mil reais) e foram pagos em janeiro de 2012.

Embora a cirurgia tenha sido efetivamente realizada em março de 2012, a dupla teve a ideia de contrair novos empréstimos, no valor total de R$ 222.800,00 dando como garantia uma fazenda. Contudo, já planejando o não pagamento da dívida, premeditaram matar a vítima e subtrair os documentos comprobatórios do débito.

Foi então que as mulheres, em parceria com outra pessoa (que ainda irá a julgamento), inicialmente encomendaram a uma dupla de jovens a execução do homicídio e subtração dos documentos que comprovassem o débito. Essa dupla compareceu à fazenda da vítima em 14 de novembro, mas não teve coragem de fazer “o serviço completo”, tendo apenas praticado um furto levando, dentre outros objetos, vários documentos que lá estavam.

Como os documentos subtraídos pelos jovens não diziam respeito ao débito das rés com a vítima, uma segunda dupla foi contratada, os quais efetivamente executaram a vítima em 25 de novembro, pelo pagamento de aproximadamente R$ 5.000,00 (cinco mil reais).

Eliana e Leyddy foram condenadas a 18 anos de prisão pelo crime de homicídio qualificado (mediante recompensa) e mais 02 anos pelo crime de furto qualificado (em concurso de pessoas).

Outro acusado

Em razão da multiplicidade de réus e de condutas criminosas, houve o desmembramento do processo, estando agendada para o dia 18 de março a próxima sessão de julgamento, quando será julgado José Rodrigues dos Santos Júnior, vulgo Juninho Play, acusado de ter praticado o furto na residência da vítima e de haver intermediado a contratação dos executores do crime. Além de José Rodrigues, outras cinco pessoas envolvidas no crime serão julgadas. (Ascom MPE)

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