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Mães de crianças autistas vão ao cinema e se divertem com filhos em sessão especial

Agnaldo Araujo -
Foto: Ascom/prefeitura
Crianças assistindo ao filme no cinema

Uma manhã no cinema e para muitos a primeira vez que ficaram de frente com a telona do cinema. Foi assim que as mães de crianças com autismo comemoraram o dia das mães, em Araguaína, no norte do Tocantins. A ação promovida pela Clinica-Escola Mundo Autista ocorreu na sexta feira (12) e levou alegria para mais de 60 crianças autistas da cidade e, consequentemente, para as mamães que presenciaram a alegria dos filhos.

A Janaína do Nascimento, que é mãe de uma criança autista descreveu a felicidade em ver seu filho tendo contato pela primeira vez com o cinema. Como o filho não tem o costume de frequentar ambientes cheios e fechados, a ida ao cinema marcou um passo importante no caminho de socialização do filho.

Inseridos socialmente

A coordenadora da Clínica-Escola Mundo Autista, Tânia Maria Alves da Costa, ressaltou sobre a experiência vivida pelas mães com seus filhos autistas, pois a maioria vive mais dentro de casa, e esse tipo de ação promove a inserção das crianças no meio social.

“É uma alegria muito grande em poder proporcionar esse dia de cinema em companhia não só das crianças, mas da família em si. Esse é o nosso objetivo: inserir a criança autista na sociedade”, comentou.

Para a coordenadora, a ação comprova que o trabalho realizado na clínica está no caminho certo. “Nós da Clínica-Escola tivemos a certeza que o trabalho que estamos desempenhando está correto. As nossas crianças, por ser a primeira, se comportaram de forma neurotípica ao cinema, então foi um dia muito gostoso”, afirmou.

Ainda segundo Tânia, a expectativa é de que mais ações como essa sejam realizadas. “Porque a partir do momento em que eu tiro ele de dentro de casa e proporciono um ambiente adequado onde o som estava mais baixo, o ar não estava tão frio, iluminação adequada, eu estou preparando o autista sim para a vida”, explicou.

Desafio

“Nós queremos a participação deles na sociedade. Eles respeitados como cidadãos, não como uma síndrome, mas como cidadãos, isto é possível, é real com o trabalho desempenhado na Clínica-Escola, pela associação e em parceria com as mães”, afirmou a coordenadora.

“É um desafio para as mães por ter aceitado essa proposta. Não é fácil tirar um autista de casa, não é fácil tirar um autista da rotina, mas é possível, é real. Queremos que nossos filhos sintam esse prazer de conviver na sociedade, de não ficar excluídos dentro de casa”, finalizou Tânia, que também tem um filho autista.

Com informações da Ascom/Prefeitura de Araguaína.

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