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Marido acusado de matar cabeleireira e ocultar corpo por ciúmes vai a júri popular

Agnaldo Araujo - | - 579 views
Foto: Divulgação
A cabeleireira foi encontrada morta após passar vários meses desaparecidos

Aldenir Alves Teixeira, acusado da morte da cabeleireira Edilene Oliveira da Silva, será levado a júri popular em Araguaína. A determinação da Justiça foi dada ainda no dia 21 de junho após denúncia do Ministério Público Estadual (MPE). Na sentença, o juiz reconheceu indícios da autoria do crime e pronunciou o acusado a responder por feminicídio e outros agravantes.

Investigações conduzidas pela Delegacia Especializada no atendimento à Mulher (Deam) de Araguaína apontaram que Aldenir teria matado Edilene no dia 14 de julho de 2016, após uma discussão entre o casal. No entanto, o marido só registrou Boletim de Ocorrência, no dia 2 de agosto, no qual relatava que a mulher teria abandonado a família e os bens.

Em outubro de 2016, o acusado confessou a prática do crime e foi encaminhado para a Casa de Prisão Provisória de Araguaína (CPPA) onde deve permanecer até o julgamento.

Segundo o promotor de justiça Paulo Alexandre de Siqueira, autor da denúncia, o homicídio foi praticado por motivo torpe, consistente no ciúme que o marido tinha da sua esposa, aliado ao fato de que Edilene disse que não queria mais se relacionar com Aldenir.

Além disso, conforme o promotor, o crime foi praticado com emprego de tortura e meio cruel, já que Aldenir, além de agredir a vítima com tapas, aplicou-lhe um golpe conhecido como ‘mata leão’, imobilizando Edilene até que ela viesse a óbito e depois ocultando o corpo em um matagal localizado na região da Jacubinha, em Araguaína.

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