Médicos do Tocantins marcam protesto contra ministro da Saúde: ‘atua de maneira demagógica’

Agnaldo Araujo - |
Foto: Ilustrativa
O protesto ocorrerá no dia 03 de agosto

Os médicos tocantinenses, em consonância com médicos de todo o Brasil, protestarão contra as declarações proferidas pelo Ministro da Saúde, Ricardo Barros, que, segundo a categoria ‘demonstram desconhecimento, desrespeito e descaso com a Saúde Pública e a categoria médica’. O protesto ocorrerá durante todo o dia 3 de agosto.

Para a categoria, o ministro atua de ‘maneira demagógica e inadequada ao seu cargo’. A ação também será uma forma de protesto contra os problemas crônicos que afetam as condições de trabalho, entre elas a falta de médicos e a péssima política de pessoal do SUS, ‘fatores que o ministro jamais encara’.

Em uma de suas declarações, o ministro disse: “vamos parar de fingir que pagamos o médico e o médico parar de fingir que trabalha”, ao defender a adoção de biometria em todas as unidades de saúde e de um “padrão de produtividade” para fiscalizar o trabalho de profissionais que atuam no SUS, em especial os médicos.

Barros também já afirmou que muitos pacientes buscam diretamente o pronto-socorro dos hospitais porque médicos não cumprem a carga horária contratada nas unidades básicas de saúde, que deveriam responder pelo primeiro atendimento.

“O grande problema de saúde é que não conseguimos fazer com que o médico fique quatro horas na unidade de saúde. A pessoa que tem problema vai diretamente no hospital, porque lá ele sabe que vai estar o médico”, disse.

A manifestação em agosto acompanha o ato que será promovido, no mesmo dia, pelos médicos brasileiros, oficialmente no âmbito do #MovimentoForaBarros – com algumas exceções de locais e horários, como em Brasília (DF), Curitiba (PR), Manaus (AM), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).

A presidente do Simed-TO, Janice Painkow, explicou que no Tocantins, o movimento consistirá em atender o paciente com uma faixa de luto fixada no ombro de cada médico. A faixa será fornecida nos hospitais e postos de saúde pelo sindicato.

A iniciativa nacional reúne médicos de todo o Brasil com o apoio e parceria do Conselho Federal de Medicina (CFM), Conselho Regional de Medicina (CRM), Associação Médica Brasileira (AMB), Federação Nacional dos Médicos (FENAM), Federação Médica Brasileira (FMB), Ordem dos Médicos do Brasil (OMB) e Sindicatos dos Médicos nos Estados.

O Simed-TO orienta que o profissional preste o atendimento no dia portando essa faixa e explique ao paciente que se trata de uma resposta às declarações proferidas pelo ministro da Saúde.

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