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Médicos atendem somente urgência e emergência em todos os hospitais da rede pública até a próxima quarta

Redação AF - |
Foto Heitor Iglesias
Médicos paralisam atendimentos nos hospitais da rede pública do Tocantins.

AF Notícias // Da Redação

Os hospitais da rede pública do Tocantins estão com atendimento parcial devido a paralisação dos médicos, que começou as 7 horas da manhã desta segunda-feira (01) e seguirá até as 19 horas de quarta, dia 3 de fevereiro.

Para piorar a situação, os profissionais de enfermagem já aprovaram, em assembleia geral, a deflagração de greve a partir desta terça-feira, dia 2, por tempo indeterminado.

Conforme o Sindicato dos Médicos (Simed), a paralisação de advertência foi motivada devido a postura do Governo Estadual em não apresentar soluções para as más condições de trabalho, por causa do não fornecimento regular e em quantidade suficiente de itens essenciais como medicamentos, insumos, materiais e recursos humanos, situação que é recorrente e com longa duração, segundo os profissionais.

A categoria elenca também como motivo da paralisação o não cumprimento de forma integral dos acordos firmados, incluindo a regularização do pagamento das gratificações de urgência, emergência, UTI e UTI Neonatal; dos plantões extras; da produtividade, da insalubridade e do adicional noturno.

Serão suspensos os atendimentos ambulatoriais e cirurgias eletivas, que deverão ser remarcados para outra data. O atendimento de urgência e emergência será mantido.

Nos atendimentos de urgência e emergência os médicos usarão um colete de identificação do movimento.

Nas áreas de urgência e emergência será feita uma triagem para os pacientes que precisem de atendimento imediato. Os demais pacientes receberão encaminhamento para atendimento posterior ou para atendimento nas unidades da UPAs, ambulatórios municipais e postos de saúde.

Pacientes encaminhados de outros municípios, das UPAs e pelo SAMU deverão ser recebidos, classificados e atendidos de acordo com a gravidade de cada caso.

Exames médicos complementares eletivos deverão ser remarcados para outra data.

O Sindicato orientou que o médico deve registrar frequência normalmente, inclusive, assinar no livro de ocorrência a sua presença.

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