Seet
Sobral – 300×100

Ministro Lewandowski pede parecer do Inca sobre substância produzida pela USP que também é usada por pacientes no TO

Redação AF - |
Foto: Divulgação
A substância é usada por uma paciente de Brasilândia

O ministro Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou ao Instituto Nacional de Câncer (Inca) a elaboração de um parecer, no prazo de 15 dias, a respeito da substância fosfoetanolamina, fornecida pela Universidade de São Paulo (USP) por força de decisões judiciais.

Segundo a decisão do ministro, proferida na Ação Cautelar (AC) 4081, as informações serão necessárias à análise do pedido, uma vez que faltam dados sobre a segurança da substância para a saúde dos pacientes.

Na ação, a USP pede a suspensão de decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) que trata do fornecimento da fosfoetanolamina. A universidade alega que se trata de substância sem registro no Brasil ou em outros países, que não foi alvo de testes observando a legislação local, sendo possível que seu uso traga lesão à saúde do paciente interessado, ante a ausência de estudos sobre sua toxidade. A USP também alega lesão à ordem pública e administrativa, uma vez que não teria estrutura física ou sanitária para a produção da substância conforme exigido.

O ministro Ricardo Lewandowski entende que o caso se diferencia do analisado no Recurso Extraordinário (RE) 657718, com repercussão geral reconhecida e aguardando pronunciamento do STF. No RE, avalia-se a possibilidade de fornecimento de medicamento sem registro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas submetido a testes em outros países para verificar sua nocividade ao ser humano. No caso em questão, além de não ter registro na Anvisa, a substância fornecida pela USP sequer foi submetida a estudos que avaliem seu risco para a saúde humana.

Assim, o ministro determinou que, antes de decidir o pedido de liminar, deve ser feita oitiva do Inca, órgão auxiliar do Ministério da Saúde no desenvolvimento e coordenação de ações integradas para a prevenção e controle do câncer, “a fim de preservar a própria integridade física dos pacientes que buscam o fornecimento dessa substância”.

Pacientes no Tocantins

No dia 29 de outubro de 2015, a juíza da 1ª Vara Cível da Comarca de Colinas do Tocantins, Grace Kelly Sampaio, determinou que uma paciente de Brasilândia do Tocantins, tivesse acesso ao fornecimento da substância contra o câncer produzida pela Universidade de São Paulo (USP), Campus de São Carlos (SP).

Na decisão foi dado 15 dias para a universidade disponibilizar a substância em quantidade suficiente para garantir o tratamento contra o câncer.

Já no mês de dezembro, a justiça de Augustinópolis proferiu decisão liminar favorável a uma paciente que foi diagnosticada com câncer ainda em 2002.

Nesse caso, foi dado o prazo de 05 dias para que a USP pudesse fornecer a substância.

Comentários pelo Facebook: