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Moradores da Vila Goiás reclamam de erosão; Prefeitura diz que é ocupação irregular em APP

Agnaldo Araujo - |
Fotos: AF Notícias
A cratera existe há cerca de 20 anos

Márcia Costa//AF Notícias

Moradores da Rua Colinas, na divisa entre a Vila Goiás e o Setor Universitário, reclamam de uma enorme erosão que existe na localidade há cerca de 20 anos. O local se tornou conhecido como “rua do buraco”. Vários serviços paliativos foram feitos pela prefeitura, porém nenhum definitivo.

Muitas pessoas ainda se arriscam morando às margens da erosão, devido à falta de opção, mas alguns não resistiram e já abandonaram suas casas. Uma ponte feita com uma porta foi improvisada para facilitar a travessia na rua. Alguns comércios já fecharam as portas. Há apenas um comerciante que se nega a sair do local.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Corpo de Bombeiros, a polícia e o caminhão de coleta de lixo não passam mais pela rua intrafegável. A escuridão predomina à noite e tornou-se um ponto para consumo de drogas

“A situação vem se repetindo ao longo de duas décadas. Nunca teve uma situação diferente. Termina o período da chuva aí fazem um serviço paliativo, que é jogar grandes pedras ou piçarra dentro do buraco, e a situação continua se prolongando. É difícil pra nós. Tenho uma serralheria aqui e o acesso é complicado. A rua é importante para a ligação entre os setores, mas é esquecida pelo poder público”, desabafou o serralheiro Gilmar.

O pedreiro Antônio Santos afirmou que os trabalhos paliativos não resolvem o problema da rua. “O risco de um acidente é grande. Essa erosão não era para existir. Não adianta jogar pedras”, disse.

Outro lado

O prefeito Ronaldo Dimas afirmou que os moradores estão ocupando uma Área de Preservação Permanente (APP) e, por isso, a prefeitura não executará serviços de pavimentação asfáltica no local. Dimas afirmou que o local será contemplado com o Parque Nascentes do Neblina, visando a preservação ambiental. A obra será executada dentro do Projeto de Macrodrenagem Urbana, com recursos de financiamento internacional da Comunidade Andina de Fomento (CAF), no valor de 54,9 milhões de dólares.

Já as demais ruas do setor estão sendo contempladas com os serviços de recuperação e pavimentação asfáltica.

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