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Moradores de município da Bahia querem pertencer ao Tocantins e divisa será rediscutida

Agnaldo Araujo - |
Foto: Divulgação
A audiência visa ouvir os moradores a respeito do desejo de pertencer ao Tocantins

As divisas do Estado do Tocantins com o Maranhão, Bahia, Mato Grosso, Pará, Goiás e Piauí estão definidos há algum tempo, mas uma audiência pública visa rediscutir a divisão do lado baiano. A proposta foi feita pelo deputado estadual Valdemar Júnior (PMDB). Segundo ele, os moradores de Panambi (BA) preferem pertencer ao lado tocantinense.

A audiência está marcada para o próximo dia 16 de setembro no distrito de Panambi, município de Mateiros. O deputado apresentou a proposta durante reunião com representantes do Governo do Estado. O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Mauro Carlesse (PHS), esteve presente e garantiu o apoio necessário à realização do encontro.

A divisão do Estado do Tocantins já foi decidida em 2014, de forma unânime, pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A medida encerrou as divergências entre os Estados do Piauí, Tocantins, Bahia e Goiás.

“A reunião de hoje foi preparatória para a audiência pública, na qual ouviremos a população. Mas vamos fazer todo o possível, política e juridicamente, para garantir o desejo daqueles moradores, que é de permanecer no Tocantins”, explicou Valdemar. O parlamentar ainda acrescentou que todos os serviços públicos do distrito, como energia elétrica, saúde e educação, são oferecidos pelo Tocantins.

Nova reunião

Foi definida também uma nova reunião entre representantes do Executivo estadual e deputados. O encontro vai ocorrer na próxima segunda-feira (40), às 14h30, na sala de reuniões da presidência da Assembleia, e servirá para que os técnicos do Governo detalhem aos parlamentares todas as questões técnicas e jurídicas sobre a polêmica em torno da divisa.

Apoio

Ao reafirmar apoio para a realização da audiência pública, Carlesse destacou a necessidade da discussão, no sentido de pôr fim ao impasse. “Esse problema precisa ser resolvido, pois gera insegurança para os moradores e produtores daquela região. Pelas informações que temos, eles querem ficar no Tocantins, então isso precisa ser resolvido o quanto antes”, defendeu.

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