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Novo ministro, Dyogo Henrique é natural de Araguaína e alvo da Operação Zelotes

Agnaldo Araujo - |
Foto: Divulgação
Dyogo Henrique é natural de Araguaína

O novo ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Henrique  de Oliveira é natural de Araguaína (TO). Ele compõe o governo interino de Michel Temer (PMDB) após a saída de Romero Jucá, que planejava pacto para deter a operação Lava Jato.

Dyogo Henrique já recebeu votos de aplausos na Assembleia Legislativa do Tocantins por apoio a projetos do governo federal no Estado. Ele é filho de agricultor, mãe do lar, e saiu de casa no interior do estado aos 15 anos para estudar na capital federal.

É servidor público federal desde 1998, com atuação destacada no Ministério da Fazenda, onde por diversas vezes ocupou posições do alto escalão. Em 2006, foi Coordenador-Geral de Análise Setorial, função que desempenhou também em 2007. De 2008 a 2011, foi Secretário-Adjunto de Política Econômica e, antes de ser nomeado para o Planejamento, exerceu o cargo de Secretário-Executivo Adjunto, sempre no Ministério da Fazenda.

Economista de formação, Dyogo Oliveira é, ainda, especialista em Comércio Exterior, Negociações Internacionais e Câmbio pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Mestre em Ciências Econômicas pela Universidade de Brasília (UnB). Atuações como conselheiro do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e do Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) e como presidente do Conselho de Administração do Banco do Nordeste e presidente do Conselho da Cobra Tecnologia S.A., também compõem o currículo do novo ministro do Planejamento.

Investigado

Dyogo Henrique é investigado na Operação Zelotes, que investiga o esquema de vendas de Medidas Provisórias que beneficiaram o setor automotivo. Ele é citado no ofício encaminhado à Justiça Federal pelo delegado da Polícia Federal (PF) Marlon Cajado.

Oliveira era secretário­-adjunto de Direito Econômico do Ministério da Fazenda em 2009 e 2011, quando foram discutidas, editadas e aprovadas as MPs 471 e 512, que estão sob suspeita de “encomenda” e que ampliaram o prazo de incentivos fiscais dados à montadoras de veículos instaladas no Norte, Nordeste e Centro Oeste.

Ele é citado em notações do lobista Alexandre Paes dos Santos, o APS, nas quais registrava dados sobre a negociação das normas. Num dos trechos, ele anotou “Diogo/José Ricardo”, seguido de “Secretaria de Política Econômica” e “SPE”. Num documento de 2011, a Marcondes e Mautoni Empreendimentos, empresa que teria atuado na compra das MPs, também registra uma reunião com Dyogo entre 28 e 31 de março. O sócio da Marcondes, o lobista Mauro Marcondes, e APS estão presos e já foram denunciados por envolvimento no esquema. Marcondes também é investigado pelo repasse de R$ 2,5 milhões à uma empresa de Luís Claudio Lula da Silva, filho do ex­-presidente Lula no mesmo período da edição de MPs de interesse do setor automotivo.

Na época, Dyogo afirmou que como secretário da Fazenda, tinha como uma de suas atribuições “manter reuniões regulares com diversos setores produtivos, durante as quais esclarecia aspectos legais e técnicos das medidas econômicas em debate”. Ele assegurou que “não mantém qualquer tipo de relacionamento com as pessoas citadas como lobistas pela imprensa e que está à disposição para prestar esclarecimentos às autoridades da investigação”.

O novo ministro também está entre os responsáveis do governo Dilma pelas pedaladas fiscais – manobra em que o governo federal reteve pagamento aso banco oficiais, que se viram obrigados a arcar com programas sociais, como o Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida. No fim de 2015, ele entregou sua defesa ao Tribunal de Contas da União (TCU).

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