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‘O que mais é preciso acontecer para que o governador solicite a Força Nacional?’, questiona Dimas

Redação AF - |
Foto: Marcos Filho
Prefeito Ronaldo Dimas acompanhou os estagiários durante atendimento médico no Hospital Regional.

O prefeito de Araguaína, Ronaldo Dimas (PR), lamentou a falta de segurança pública na cidade após dois estagiários de medicina terem sido baleados na Unidade Básica de Saúde (UBS) Manoel dos Reis, no Setor Jardim das Flores, durante uma tentativa de assalto, ocorrida por volta das 15 horas desta terça-feira (13/9).

Durante acompanhamento dos estudantes no Hospital Regional, Dimas cobrou uma atitude urgente do Estado. “Que haja policiamento ostensivo, o que não tem ocorrido. O concurso anunciado há tempos até agora não saiu. Vamos ficar até quando nesta situação? O que mais é preciso acontecer para que o senhor governador solicite a Força Nacional?”

Dimas ainda adiantou que, caso o Estado não aja, o Município realizará uma mobilização junto a parlamentares. “Se não tomarem providências, será feita uma mobilização com deputados e senadores”.

No mês de julho, Dimas solicitou formalmente ao Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, a intervenção da Força Nacional de Segurança, pelo prazo de 90 dias no Município. O Ministro disse que o pedido deveria partir do Estado, responsável pela segurança.

Ação imediata nas UBS

Devido a diversas UBS já terem sido assaltadas na cidade nos últimos meses e devido à nova tentativa de assalto, Dimas antecipou a implantação do sistema de segurança em todas as unidades, com trava eletrônica e monitoramento. “Com o ocorrido, pediremos urgência na dispensa da licitação para que a implantação seja imediata. Até o final da próxima semana, todas as UBS terão o sistema implantado”.

Com o sistema, as unidades trabalharão de portas fechadas e com entrada apenas diante de identificação dos pacientes e servidores.

Para o acadêmico de medicina Allan Ricardo Alves de Sousa, 28 anos, a falta de segurança é inadmissível. “É uma situação lamentável, pois não podemos admitir que não possamos nem exercer nosso direito de trabalhar como cuidadores da saúde”, disse.

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