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OAB-TO lamenta morte de travesti espancada e defende combate urgente ao ódio

Agnaldo Araujo - | - 843 views
Foto: Divulgação
O corpo da travesti foi enterrado nesta quarta-feira, 12

A Comissão de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil no Tocantins (OAB-TO) manifestou repúdio à morte da travesti Vitória Castro, de 36 anos, em Araguaína, quatro dias após ter sido agredida com pancadas na cabeça. A nota à imprensa foi divulgada nesta terça-feira (13/04).

Na nota, a OAB se solidarizou com a família da travesti e falou em “necessidade urgente de combater o ódio”. “A OAB-TO lembra a necessidade urgente e pulsante de se combater o ódio gratuito e covarde, seja voltado a pessoas trans, lésbicas e gays, seja por causa da sua orientação sexual diversa, seja por sua identidade de gênero, seja por causa da cor, nacionalidade, deficiência, entre outros tipos de situações que constantemente têm sido o motivo para a exacerbação da intolerância, do ódio e do desrespeito”, afirmou.

A OAB se colocou à disposição para acompanhar o caso e cobrou punição às pessoas responsáveis pela agressão e morte da travesti.

Entenda

A travesti Vitória Castro morreu na última segunda-feira (10/04), quatro dias após ter sido encontrada desacordada na Rua Canindé, esquina com a Avenida Bernardo Sayão, no Setor Entroncamento, em Araguaína.

Ela foi socorrida e encaminhada ao hospital, mas acabou morrendo por edema e hemorragia cerebral, causados por múltiplas fraturas no crânio.

Veja a nota da OAB na íntegra

Nota de Pesar

A Ordem dos Advogados do Brasil – Secção Tocantins (OAB-TO), através da Comissão de Diversidade Sexual, vem, por meio desta nota, manifestar o seu profundo repúdio à morte violenta da travesti Vitória Castro, de 36 anos, morta após ter sido covardemente agredida com pancadas na cabeça, em Araguaína -TO. Vitória foi encontrada desacordada no Setor Entroncamento, naquela cidade, no último dia 06 de abril de 2017, vindo a óbito no último dia 10 de abril de 2017, por edema e hemorragia cerebral causados por múltiplas fraturas no crânio.

 Ao tempo que se solidariza com os familiares e amigos, a OAB/TO lembra a necessidade urgente e pulsante de se combater o ódio gratuito e covarde, seja voltado a pessoas trans, lésbicas e gays, seja por causa da sua orientação sexual diversa, seja por sua identidade de gênero, seja por causa da cor, nacionalidade, deficiência, entre outros tipos de situações que constantemente têm sido o motivo para a exacerbação da intolerância, do ódio e do desrespeito.

A OAB/TO manifesta sua consternação pela violência e desumanidade com as quais Vitória foi vitimada. À sociedade, nosso pesar pela doença da intolerância e falta de humanidade. Às autoridades, que as pessoas culpadas por esse ato atroz sejam devidamente punidas na forma da lei.

À família e amigos da vítima, nosso pesar e votos de que possam seguir suas vidas na busca pela Justiça e paz social. A OAB Tocantins, como uma trincheira cívica da cidadania, ressalta que sempre buscará cumprir o seu papel da defesa da sociedade e paz social, e, por isso, coloca-se à disposição para acompanhar o caso no intuito de que a Justiça seja efetivamente cumprida”.

Comissão da  Diversidade Sexual – OAB/TO

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