Operação prende 12 pessoas suspeitas de fraudar concurso da PM do Tocantins

Agnaldo Araujo - |
Foto: Divulgação
Polícia Militar do Tocantins

Uma mega operação deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (21) nos Estados do Tocantins, Maranhão e Piauí efetuou a prisão de 12 pessoas suspeitas de fraudar o concurso público da Polícia Militar do Tocantins.

A ‘Operação Aleteia’ é comandada pela Delegacia Especializada em Investigações Criminais (Deic Norte), com o apoio da Delegacia Regional de Araguaína e das Polícias Civil do Maranhão e Piauí. Vários mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça do Tocantins ainda estão sendo cumpridos.

Segundo o delegado regional Bruno Boaventura, o líder da quadrilha está entre os presos. Ele é conhecido como ‘Antônio Concurseiro’. Todos os presos devem ser apresentados na Regional de Araguaína até o final da tarde de hoje ou início de sexta-feira (22).

ENTENDA

A fraude no concurso da PM-TO foi denunciada pelo AF Notícias um dia após a aplicação das provas objetivas em 11 de março de 2018. O certame oferta 1.000 vagas para soldado e 40 para oficiais.

No total, 86.523 candidatos tiveram as inscrições deferidas. A remuneração ofertada é de R$ 4.455,46 para soldado e R$ 8.382,10 para oficial.

Na época, o AF divulgou com exclusividade o registro oficial de ocorrência relatando a apreensão de um celular com vários gabaritos dentro do banheiro de uma faculdade em Araguaína.

O celular da marca Nokia estava dentro de um cesto de lixo no banheiro masculino, debaixo da sacola, na Faculdade Católica Dom Orione, e foi encontrado pela equipe de limpeza.

Em Arraias, no sul do Tocantins, uma turma se recusou a realizar a prova em virtude de um dos envelopes estar rasgado. Segundo candidatos, os dois lacres estavam rompidos. Na ocorrência, a PM disse que o envelope foi fechado e devolvido à banca organizadora.

O concurso está atualmente suspenso por decisão do Tribunal de Justiça devido à instabilidade política e administrativa decorrente da cassação do ex-governador Marcelo Miranda (MDB) e realização de eleições suplementares.

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