Operação: Rombo de R$ 10 milhões na Fundação de Esportes de Palmas com lavagem de dinheiro

Redação AF - |
(Foto: Dinaredes Parente/TV Anhanguera)
Fundação Municipal de Esportes e Lazer de Palmas

A Polícia Civil do Estado do Tocantins deflagrou na manhã desta segunda-feira (26), a 1ª fase da Operação Jogo Limpo, que tem por objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo empresas fantasmas e entidades sem fins lucrativos em contratos com Fundação Municipal de Esportes e Lazer de Palmas (Fundesportes), durante a gestão do prefeito Carlos Amastha (PSB).

Nesse momento, agentes da Polícia Civil estão na sede da Fundação cumprindo mandados de busca e apreensão de documentos, de 2014 até este ano, e mandados de prisão temporária. O prejuízo aos cofres públicos pode ser de R$ 10 milhões.

A primeira fase da Jogo Limpo investiga a atuação da suposta rede criminosa que seria integrada por aproximadamente 10 Federações e quatro Organizações Não Governamentais (ONG’s), de pelo menos quatro municípios, que foram utilizadas para desvio de dinheiro público. O presidente da Fundesportes à época era Cleiton Alen Rego Costa, indicado por Amastha.

Cleiton Alen é tenente da Polícia Militar e atualmente estava cedido pelo Estado à Prefeitura de Palmas, onde ocupava o cargo de secretário extraordinário de Assuntos Estratégicos, mas teve a cessão revogada na semana passada pelo Governo do Estado, juntamente com outros cinco militares que também estavam à disposição da gestão Amastha.

Ao todo, 100 agentes estão cumprindo 24 mandados de prisão temporária e 33 mandados de busca e apreensão, na capital e em 4 municípios do interior do Estado: Paraíso do Tocantins, Nova Rosalândia, Paranã e Miracema.

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