Opinião: Notícia que desagrada é ‘fake news’, mas a que favorece é verdade absoluta!

Redação AF - | - 687 views
Foto: Divulgação
Palácio Araguaia, sede do Governo do Tocantins

A imprensa tocantinense vive no meio de um fogo cruzado. Mas é sempre assim no período eleitoral! Os diversos grupos políticos-partidários disseminam as notícias que favorecem o seu candidato e tacham de ‘fake news’ aquelas que desagradam, ainda que sejam provenientes da mesma fonte.

Por isso dizem que a política cega, assim como o amor e a religião. Nada importa se a notícia tem seu fundamento em informações ou documentos oficiais, detentores de legitimidade e presunção de veracidade, até prova em contrário, nem mesmo se todos lados envolvidos foram ouvidos. O julgamento é simples e taxativo: Desagradou o “nosso” grupo político? Então é ‘fake news’. Favoreceu, então é verdade absoluta, suprema, inquestionável.

Por isso a imprensa vive no meio do fogo cruzado, ora amada, ora odiada por todos os partidários.

Alguns grupos mantêm seus ‘cangaceiros virtuais’ de prontidão para o ataque indiscriminado e o pior, chegam a ser bancados inclusive com dinheiro público.

Neste pleito suplementar no Tocantins, praticamente nenhum veículo de comunicação escapou dos ataques virtuais, até os mais tradicionais com décadas de trabalho prestado.

Ontem, o Portal CT (Cléber Toledo) divulgou em primeira mão que a Procuradoria-Geral Eleitoral recorreu ao STF contra três candidatos ao Governo do Tocantins. A reportagem traz em anexo até as petições assinadas pelo vice-procurador-geral eleitoral. Era só baixar o documento e conferir a veracidade (caso estivesse dúvida, mesmo sem nenhuma razão para tal). Porém, não demorou surgir no mundo virtual o print da matéria com o carimbo de ‘fake news’.

Hoje, o AF Notícias mostrou que dois candidatos aparecem no sistema oficial do TSE (Divulga) como “candidato com votação nula ou anulada”. O sistema “Divulga do TSE” é público, oficial e possui presunção de veracidade. Em seguida, a coligação citada disse que era “erro do sistema”. Note bem: o erro é do sistema, mas a informação constava lá. O TRE-TO esclareceu que o sistema estava desatualizado, ou seja, reconheceu o mencionado “erro”. Publicamos as duas notas, dando o mesmo espaço e destaque.

Contudo, por mais claro que tudo possa parecer, os partidários não mudam o jeito de ser e agir. Desagradou o “nosso” grupo político? Então é ‘fake news’. Favoreceu, então é verdade absoluta, suprema, inquestionável.

Por Arnaldo Filho

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