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Opinião – Ronaldo Dimas: um ponto fora da curva, jornalista Alberto Rocha 

Redação AF - |

 

Foto: Arquivo pessoal
Alberto Rocha é jornalista.

2015 não foi fácil para ninguém, particularmente para mim. Passei em dois concursos públicos e até agora nada. Depois de ficar parado 1 ano e meio trancado dentro de um quarto só estudando, voltei a trabalhar, mas, infelizmente, cortaram a minha cabeça no emprego. Dívidas e dúvidas me acompanham. Mas a vida segue e a roda gira. Mas não quero falar de mim, mas de outra pessoa, pois falar  dos outros é mais fácil.

Ronaldo Dimas, o bom mineiro, o engenheiro que virou empresário, que virou sindicalista, que virou presidente da Federação das Indústrias, que virou deputado federal e que, finalmente, virou prefeito. Ele é um ponto fora da curva.

Um ponto fora da curva é aquilo considerado fora do normal, do comum, além da média, uma novidade, surpresa, diferente ou coisas semelhantes. Dimas é essa pessoa.

Ronaldo Dimas, o engenheiro e presidente da Fieto, era conhecido  como o “cara” da elite e que não gostava de pobre. Apelidos injustos fabricados  por marketing viral espalhado pelos seus adversários políticos.

Dimas Elegeu-se deputado federal;  foi candidato a vice-governador, mas perdeu. Depois, foi secretário estadual das Cidades. O  homem dos  bonecos animados finalmente  conseguiu ganhar a Prefeitura de Araguaína. Durante a campanha, o “cara” que “não gostava de pobre” estava na “crista da onda”, abraçou gente, comeu no mercado, jogou bola, fez promessas e ganhou a eleição. Um ponto fora da curva na política araguainense.

Mas tudo que é bom quase sempre não dura muito, e logo o céu virou inferno. Do sucesso ao fracasso é só um passo, já dizia Napoleão Bonaparte. E é mesmo.  Desde que assumiu, Ronaldo nunca teve paz; greves, medidas impopulares, afastar-se do povo, impopularidade em massa, são apenas alguns fantasmas que lhe tiram o sono de um segundo mandato.

Desde a posse, Ronaldo Dimas virou uma espécie de pimenta malagueta nos olhos para muitos.  Mesmo trabalhando, não consegue arrancar admiração da população que o rejeita  sem cerimônia.  Ao mesmo tempo em que administra com coerência, comete erros primários, como se afastar do povo e abandonar companheiros que sempre o ajudaram na sua lida política.

Também, sua relação com a população está afundada na burocracia, está atrasada, parece mais com o toca fita do meu carro do que com o iPhone. E o pior é que muitos que estão ao seu lado o iludem, batem palmas e dizem que está tudo bem. Era para estar, mas não está. Ronaldo Dimas bem que poderia dar uma olhadinha no que disse Barak Obama: “Livre-se dos bajuladores. Mantenha perto de você pessoas que te avisem quando você erra”.

A impressão que se tem é que Ronaldo Dimas apagou o seu passado para caminhar num presente tenebroso que certamente o empurrará para um futuro fúnebre. Mas a culpa não é da reta nem da curva, é dele mesmo e de pessoas erradas que rodam como hienas a sua administração, pessoas que subiram o nariz além das nuvens e não enxergam mais as sandálias da humildade.

Na minha pequenez, mas lúcida imaginação, espero mudanças para que o ponto fora da curva não desapareça na fumaça do esquecimento coletivo.

Enquanto as mudanças não vêm, resta esperar para saber se em 2016 o eleitor araguainense estará dentro, em cima ou fora da curva.

Alberto Rocha é jornalista

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