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Oposição e base do prefeito brigam por Comissão de Inquérito que vai apurar esquema de venda de casas

Mara Santos - |
Foto: Divino Bethânia Jr./Divulgação
Depois de instaurada, a Comissão terá 90 dias para investigar o caso

Foi protocolado nesta segunda-feira (02/05), na Câmara Municipal de Araguaína, dois requerimentos propondo a instauração de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar as denúncias relacionadas a supostas fraudes na distribuição de unidades habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida. Um dos pedido foi assinado pelo vereador Divino Bethânia do Nascimento (PROS), representando a base do prefeito, e o outro pelo vereador Rosewelt Cormineiro (PSDB), pela oposição.

Em um dos documentos que pede a instauração da comissão, o vereador Divino Bethânia ressalta as informações já veiculadas na mídia, sobre os depoimentos prestados pela ex-servidora da Secretaria Municipal de Habitação, Silvânia Bessa, envolvida no suposto esquema de “venda” de casas do programa social. Destaca ainda que foi o próprio município que procedeu com a denúncia do esquema junto ao Ministério Público Federal (MPF) e requisitou investigação por parte da Polícia Federal (PF).

O requerimento foi assinado pelo presidente da Câmara, Marcus Marcelo, e outros nove vereadores: Luciano Santana, Geraldo Silva, Rejane Ribeiro, Abraão Pinto, Cosmo Sérgio da Silva (Kosmo Jamaica), Terciliano Gomes, Edmones Matos (Xeroso), Alcivan Rodrigues (soldado Alcivan) e Aldair Costa (Gipão).

Já o pedido da oposição é assinado por cinco vereadores: Rosewelt Cormineiro, Batista Capixaba, Neto Pajeú, Ferreirinha e Sivinia do Sintet.

De acordo com o Regimento Interno da Câmara, para o requerimento entrar em pauta são necessárias seis assinaturas, isto é, um terço do parlamento, que é composto por 17 vereadores.

Após instaurada a Comissão, o presidente da Câmara deve definir os três membros que a formarão. A comissão terá prazo de 90 dias para apresentar a conclusão dos trabalhos.

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