Os ganhos e perdas da aliança de Amastha com o PT: 61% não votariam em aliado de Lula

Agnaldo Araujo - |

Uma pesquisa feita pelo Instituto Paraná e divulgada pela revista Vejanessa quinta-feira (3), mostra que 61,2% dos entrevistados não irão votar em candidato apoiado pelo ex-presidente Lula, condenado a 12 anos e preso por corrupção e lavagem de dinheiro.

Já 23,4% disseram que apoiariam, enquanto 14,1% afirmaram que depende do candidato. E 1,3% não sabe ou não quis opinar.

Apesar disso, Lula está em primeiro nas intenções de voto para presidente, com 27% do eleitorado.

A pesquisa do Instituto Paraná ouviu, entre os dias 27 de abril e 2 de maio, 871 pessoas, em 137 municípios de 26 unidades da federação, nas cinco regiões do país.

A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais com 95% de nível de confiança. O levantamento foi registrado no TSE sob o número BR 2853/2018.

NO TOCANTINS: PT APOIA CARLOS AMASTHA

No Estado do Tocantins, o candidato a governador Carlos Amastha (PSB) fez uma aliança com o PT para a eleição suplementar de 3 de junho. O candidato a vice é o petista Célio Moura.

A repercussão negativa da aliança foi imediata tanto que um banner de Amastha segurando a bandeira do movimento ‘Lula Livre’ foi excluído da página oficial no Facebook pouco tempo depois de ser postada, quando já tinha mais de 500 comentários negativos.

Quem também rejeitou a aliança com o PT foi o ex-deputado federal Edmundo Galdino, o primeiro líder de Araguaína a declarar apoio à candidatura de Amastha. Para Galdino, o apoio dos petistas compromete qualquer discurso de ética, renovação e combate à corrupção. Ele rompeu com Amastha.

“O apoio do PT só trouxe prejuízos. Amastha perdeu e o PT ficou dividido. Só conseguiu trazer o Célio Moura e o deputado Zé Roberto. O grupo do Donizete Nogueira, José Santana e da deputada Amália Santana estão apoiando Kátia Abreu. Já o grupo do deputado Paulo Mourão tende a apoiar Vicentinho Alves. A maldição do PT está apenas começando”, avaliou Edmundo Galdino.

Por outro, a aliança rendeu ao colombiano não só o maior tempo de propaganda no rádio e TV, mas também uma rede de militantes no Estado, composta por universitários apoiadores do ex-presidente, movimentos sociais, alguns grupos representantes de minorias e também o MST.

Através da assessoria, Amastha defendeu a aliança com o PT, em nota ao AF Notícias. “Tenho o melhor vice, o vice que queria, e que também queria compor conosco”, declarou.

NOME DO VICE QUASE ILEGÍVEL

A coligação ‘Reconstruindo o Tocantins’, da candidata Kátia Abreu (PDT), apresentou representação no TRE-TO contra a chapa de Amastha argumentando que o nome do vice petista estaria praticamente ilegível no material de campanha, quando deveria estar em tamanho não inferior a 30% do nome do candidato a governador.

Em nota, Amastha disse que foi obedecido o limite permitido pela lei.

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