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Parentes tentam arrecadar US$ 100 mil para trazer tocantinense acidentada

Redação AF - |
Foto: Arquivo Pessoal
A jovem é praticante de esportes ao ar livre desde a infância e a paixão dela é o ciclismo.

Amigos e parentes da tocantinense Rúbia Letícia Rodrigues, de 32 anos, tentam arrecadar US$ 100 mil (cerca de R$ 400 mil) para trazê-la de volta ao Brasil, após um grave acidente. A jovem mora há três anos nos Estados Unidos e ficou com sequelas depois de sofrer traumatismo craniano.

“Ela está acamada com poucos movimentos nos membros. Os braços não esticam mais, as mãos ficam fechadas e os pés estão tortos“, conta o irmão dela Rômulo Celso Rodrigues, de 33 anos.

A campanha está sendo feita nas redes sociais e um site para arrecadação foi divulgado para quem quiser contribuir.

Rúbia é de Paraíso do Tocantins, mas mora há três anos na cidade de Brigdeport, em Connecticut. A jovem é praticante de esportes ao ar livre desde a infância e a paixão dela é o ciclismo. Nos EUA, ela trabalhava como diarista.

Acidente

Mas a vida de Rúbia mudou completamente no dia 7 de setembro de 2015. Ela andava de bicicleta com o namorado em Fairfield quando caiu e bateu com a cabeça no meio-fio.

Diagnosticada com traumatismo craniano, Rúbia passou por três cirurgias e atualmente depende de cuidados de enfermeiras e parentes. Mesmo com todos o tratamento recebido, segundo Rodrigues, as sequelas são graves. “Por não fazer fisioterapia intensa, ela está sofrendo contração muscular e os membros estão retraindo.”

Os US$ 100 mil que a família tenta arrecadar serão usados para pagar o transporte da jovem de volta ao Brasil, que precisa ser feito em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) aérea.

Rodrigues explica que além do dinheiro para o transporte, a família precisa de ajuda para pagar as despesas do tratamento como medicamentos, fraldas e dieta.

“Rúbia está internada no Saint Vincent Hospital, na cidade de Brigdeport, onde mora. Ela já foi liberada para a alta, mas agora precisa de terapia intensiva com fonoaudióloga e fisioterapia.”

Agora a família tenta um hospital no Brasil. “Como não conseguimos uma clínica nos EUA e o transporte para o Brasil é caro, estamos buscando por um local de recuperação aqui que seja público”, explica o irmão.

“Estamos dependendo do fundo para transporte e da vaga em uma instituição pública. De acordo com a arrecadação, talvez possamos conseguir um local de recuperação nos EUA mesmo“, diz Rodrigues.

Foto: Divulgação
A jovem mora há três anos nos Estados Unidos e ficou com sequelas depois de sofrer traumatismo craniano.

Recuperação

O estado de Rúbia é estável, mas ela apresenta sequelas que podem ser irreversíveis ou não. Os médicos disseram à família que a recuperação levará de dois a cinco anos.

“A resposta só virá com o tempo. Ela fala algumas coisas, sempre de forma muito baixa, repete muitas coisas e apresenta um nível pequeno de consciência. Ela não reconhece as pessoas”, diz o irmão.

Rúbia depende de cuidados durante tempo integral. A mãe e um outro irmão dela foram para os EUA ajudar no tratamento. Rodrigues conta que a família recebe muito apoio do namorado da jovem.

“Minha mãe fica com ela 24 horas. Quem acompanha e ajuda é o namorado, que apesar do pouco tempo que a conhecia, não deixou de vê-la em nenhum momento desde o dia do acidente”, diz o irmão de Rúbia.

Apesar da difícil situação em que a jovem se encontra, Rodrigues é otimista quanto à recuperação da irmã. “Rúbia é uma menina muito querida porque sempre foi generosa. Vejo o carinho e a quantidade de amigos que ela tem, tanto aqui como nos EUA”, disse.

“Ela já sofreu muito, passou por momentos muito dolorosos e está sendo muito forte. Acredito que ela possa um dia agradecer a tudo e a todos que já ajudaram e continuam ajudando.”

Segundo o irmão, Rúbia foi morar nos Estados Unidos porque conheceu um rapaz pela internet. Ela foi visitá-lo, gostou do lugar e acabou ficando. Em Brigdeport,  ela morava com um casal de amigos, a convite.

Queda

Rúbia e o namorado estavam andando de bicicleta quando, próximo ao destino, o namorado que estava na frente olhou para traz e viu a jovem já caída no chão, tremendo e sangrando muito.

A ambulância foi chamada e chegou rapidamente ao local. Alguns procedimentos foram feitos e Rúbia foi levada para o hospital. Os médicos diagnosticaram que ela havia sofrido um traumatismo craniano.

A jovem passou por uma cirurgia para retirada de um coágulo e um dreno foi colocado. Rúbia foi deixada em coma induzido. Alguns dias após o procedimento, os médicos detectaram que ela tinha sofrido um derrame.

Novamente Rúbia foi levada para a mesa cirúrgica e teve uma pequena camada do cérebro retirada. Depois da segunda operação, o dreno foi removido e a sedação dela foi diminuída após uma semana.

Foi então que algo mais grave aconteceu. Os médicos detectaram uma inflamação pulmonar, que acarretou em uma parada cardíaca. Um procedimento de reanimação foi iniciado e Rúbia demorou quase cinco minutos para ser reanimada.

A jovem ficou com um nível de oxigênio abaixo do mínimo, o que provocou a falta de oxigenação no cérebro, que por sua vez deixou as diversas sequelas que Rúbia vem  enfrentando.

Reportagem de Gabriela Lago – G1 Tocantins.

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