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Pedreiro fica desempregado após ser preso no lugar de assaltante por erro da justiça

Redação AF - |
Foto: AF Notícias
Pedreiro Andresley Carlos, de 34 anos, perdeu o emprego.

Márcia Costa //AF Notícias

O prejuízo da injustiça. O pedreiro de Araguaína, Andresley Carlos, de 34 anos, perdeu o emprego após ficar oito dias preso na Casa de Prisão Provisória (CPPA) por um possível erro judiciário. Ele foi surpreendido no dia 21 de junho no seu local de trabalho, no centro da cidade, com um mandado de prisão expedido pelo juiz da 2º Vara de Execução Penal da Comarca de Goiânia/GO.

Segundo Andresley, a prisão por engano está trazendo até agora muitos prejuízos e sua imagem pode ficar manchada até que tudo seja esclarecido. Ele foi preso no lugar de um assaltante que tentou roubar um carro em Goiânia, em 2013, usando documentos falsos.

“Eu estava trabalhando para uma firma de Palmas no ramo de engenharia, e eles precisam de gente de confiança para trabalhar dentro do banco. Aí acabaram me demitindo por causa desse erro. É do meu trabalho que sai meu salário! Estou preocupado, pois se não bastasse ter perdido o emprego, fico pensando o que as pessoas estão achando a meu respeito. Preciso de uma imagem limpa para trabalhar e está manchada por causa disso. Sempre fui um homem digno, respeitando as pessoas, respeitando meus clientes e sempre honrei com meus compromissos, agora estou desempregado”, lamentou o pedreiro.

Foto: AF Notícias
Andresley espera que tudo seja esclarecido.

Agora, ele espera que o erro seja esclarecido o mais rápido possível. “Eu sou uma pessoa trabalhadora. Eu não sou bandido, sou honesto. Preciso que tudo seja resolvido logo, para que eu consiga me reerguer”.

Segundo o advogado de defesa, Eduardo Cardoso, o verdadeiro criminoso que teria se passado pelo pedreiro foi preso em Goiânia, em maio de 2013, após tentar roubar um carro. O criminoso foi condenado, chegou a cumprir parte da pena, porém fugiu da cadeia em fevereiro de 2014, sempre utilizando documento falso. Na época do crime, o pedreiro estava trabalhando na construção de casas populares, foi o que provou sua inocência.

“Meu cliente perdeu os documentos em 2013, em Araguaína, e quem os encontrou pode ter usado para prática de crimes, mas vamos cobrar na justiça a responsabilidade sobre esse erro”, afirmou o advogado.

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