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PF apreende cerca de R$ 300 mil em espécie e sete veículos durante Operação Reis do Gado

Redação AF -
Foto: Divulgação/PF
Dinheiro apreendido pela Polícia Federal na operação Reis do Gado

Cerca de R$ 300 mil em espécie foram apreendidos pela Polícia Federal durante a operação Reis do Gado, deflagrado no Tocantins para desarticular um esquema de fraude em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro comandado pela família do governador Marcelo Miranda (PMDB). Além disso, foram apreendidos sete veículos e uma vasta quantidade de documentos que ainda serão analisados. As informações foram divulgadas pela Polícia Federal nesta terça-feira (29).

Ao todo, a PF cumpriu oito mandados de prisão temporária, 24 de condução coercitiva e 76 de busca e apreensão.

O governador do Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB), e o ex-governador do Estado Siqueira Campos (PSDB) foram alvos de condução coercitiva – quando o investigado é levado a depor e liberado. Os mandados expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) foram cumpridos nas cidades de Palmas e Araguaína no Tocantins, Goiânia/GO, Brasília/DF, Caraguatatuba/SP, Canãa dos Carajás, Redenção, Santa Maria, São Felix do Xingu e Sapucaia/PA.

A investigação apontou um esquema de fraudes em contratos de licitações públicas com empresas de familiares e pessoas de confiança do governador Marcelo Miranda. A operação identificou lavagem de R$ 200 milhões.

A PF revelou ainda que a família Miranda registrou uma fazenda avaliada em R$ 40 milhões por apenas R$ 20 mil. Além disso, eles chegaram a ter o segundo maior rebanho bovino do estado do Pará, com 30 mil cabeças. Já um contrato para lavagem do dinheiro proveniente de propina chegou a ser registrado em cartório. Além disso, cerca de R$ 200 milhões do patrimônio da família esteve em nome de “laranjas”.

A ocultação do dinheiro desviado ilicitamente, segundo a investigação, era feita por meio de transações imobiliárias fraudulentas, contratos de gaveta e manobras fiscais ilegais dentre os quais a compra de fazendas e de grandes quantidades de gado. Parte do valor teve por destino a formação de caixa 2 para campanhas realizadas no Estado.

Sete pessoas da família Miranda estão envolvidas na Operação, entras elas o pai do governador, Brito Miranda, irmãos, primo, cunhada e tio.

Segundo a Polícia Federal, chamou atenção dos policiais o volume de algumas transações financeiras do grupo. Em um dos casos foi identificado um contrato de compra de gado cujo volume, segundo a perícia realizada, não caberia sequer dentro da fazenda onde o rebanho deveria se encontrar. Essa técnica foi apelidada pelos investigadores como “Gados de Papel”.

Em outro caso, um contrato de prestação de serviços entre o Governo do Tocantins e uma empresa de transportes aéreos alcançou valores tão exorbitantes que, sendo dimensionadas em horas de voo, obrigariam os aviões a serem abastecidos no ar para que se pudesse suprir o valor integral do contrato.

Os investigados responderão pelos crimes de lavagem de dinheiro, peculato, corrupção passiva, fraudes à licitação e organização criminosa.

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