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Polícia Federal entrega ao MPE lista com 60 nomes de possíveis servidores fantasmas da AL

Agnaldo Araujo - |
Foto: Clayton Cristus
Presidente da Assembleia, Mauro Carlesse.

A Assembleia Legislativa do Tocantins é alvo mais uma vez de investigação do Ministério Público Estadual (MPE) em razão da existência de possíveis funcionários que recebem altos salários sem trabalhar, os chamados ‘servidores fantasmas’. Dessa vez, a portaria do inquérito civil público traz a informação de pelo menos 60 servidores nessa situação no Poder Legislativo.

A portaria, assinada pelo promotor Adriano César Pereira das Neves, foi publicada no Diário Oficial do MPE da última terça-feira (03) e nela consta uma denúncia encaminhada pelo Departamento de Polícia Federal de Palmas contendo uma lista com mais de 60 nomes suspeitos de causarem prejuízos aos cofres públicos.

Segundo a portaria do MPE, um das suspeitas recai sobre o servidor Fernando César Lima de Paula. Conforme consulta ao Portal da Transparência, o servidor é concursado como assistente legislativo e recebe salário bruto de R$ 21,9 mil. Nas eleições 2016 ele foi candidato a vereador em Palmas.

A Assembleia possui atualmente 2.125 servidores contratados. O custo mensal da folha supera R$ 11,2 milhões. São mais de 1.800 servidores lotados apenas nos gabinetes dos deputados, nenhum deles concursado.

O OUTRO LADO

Em nota, Fernando César ressaltou ser servidor do quadro efetivo da Assembleia Legislativa do Estado do Tocantins há 26 anos sem nenhuma atividades paralelas. “Minha frequência no setor onde sou lotado, o CODOC – documentações e informações, estão devidamente comprovadas diariamente, ao contrário da acusação sobre minha pessoa feita pelo Ministério Público do Estado do Tocantins”, disse Fernando.

OUTRA INVESTIGAÇÃO

O MPE também instaurou inquérito para investigar servidores indicados pelos deputados Olyntho Neto (PSDB), Wanderlei Barbosa (SD), Toinho Andrade (PSD) e pelo presidente da Casa, Mauro Carlesse (PHS), que só estariam aparecendo na Assembleia para registrar o ponto.

Conforme a denúncia, todas as vagas de cargos comissionados são preenchidas através de indicações dos deputados, mas nenhum dos funcionários aparece para trabalhar.

A Assembleia Legislativa nega a existência de servidores fantasmas na Casa e diz que a atual gestão preza pela “legalidade, moralidade e transparência”.

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