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Polícia Federal faz busca e apreensão nos frigoríficos Minerva e Master Boi e prende ex-fiscal em Araguaína

Agnaldo Araujo - |
Foto: Fernando Almeida
Sede da Polícia Federal em Araguaína

Fernando Almeida

A Polícia Federal prendeu um ex-fiscal do Ministério da Agricultura, Agropecuária e Abastecimento, em Araguaína (TO), durante a Operação Lucas, deflagrada na manhã desta terça-feira (16). Além disso, a PF cumpriu quatro mandados de condução coercitiva e oito de buscas e apreensão.

O ex-fiscal preso trata-se de Dawes Rodrigues Sousa Lima, que trabalhava no MAPA e atualmente atua como inspetor na Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Tocantins (Adapec). Ele foi localizado pela PF em sua residência no Setor Anhanguera. A operação também fez buscas e apreensão em dois frigoríficos de Araguaína: o Minerva e o Master Boi.

A Operação Lucas investiga crimes de corrupção envolvendo servidores do Ministério da Agricultura, Agropecuária e Abastecimento e empresas fiscalizadas. A PF pediu ainda o bloqueio de contas bancárias e indisponibilidade de bens móveis e imóveis nos valores de R$ 2,2 milhões.

Policiais federais cumpriram mandados em cinco estados. São eles: Tocantins, Pará, Maranhão, São Paulo e Pernambuco. No Tocantins, a PF fez busca e apreensão em frigoríficos nas cidades de Araguaína, Gurupi, Palmas, Augustinópolis e Paraíso do Tocantins. A ex-superintendente substituta do Ministério da Agricultura no Tocantins, Adriana Carla Floresta Feitosa, foi presa pela PF em Palmas. Além dela, seu esposo também é alvo da investigação.

A PF apurou, por meio de quebras de sigilos fiscal e bancário, que a Chefe de Fiscalização do MAPA, à época dos fatos, recebia de empresas fiscalizadas valores mensais para custear despesas familiares. Apenas em sua conta pessoal a investigação identificou a diferença de mais de 200% do declarado em seu imposto de renda. Também foi detectado que o esquema criminoso movimentou cerca de R$ 3 milhões, entre os anos de 2010 a 2016.

As pessoas investigadas, na medida de suas participações, poderão responder pelos crimes de corrupção passiva e ativa, cujas penas podem chegar a 12 anos de reclusão. (Araguaína Notícias)

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