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Policiais civis são denunciados pela 4ª vez suspeitos de receber R$ 5 mil para não efetuar prisão de assaltante

Redação AF - |
Foto: Divulgação
Sede do ministério público em Araguaína

Novo caso levou o Ministério Público Estadual (MPE) a denunciar, na última segunda-feira, 25, mais uma vez, os policiais civis Ademael Neves da Conceição e Genilson da Costa Feitosa, ambos presos na operação Detalhes, desencadeada no mês de junho contra 14 pessoas acusadas de envolvimento com o tráfico de drogas na cidade de Araguaína. Além de ajuizar a denúncia criminal, o MPE pediu nova prisão preventiva dos acusados, sendo o pedido aceito pela Justiça.

Desta vez, Ademael da Conceição e Genilson Feitosa são acusados de cobrar vantagem para não cumprir mandado de prisão contra Orcivaldo da Silva Santos Barros, suspeito de integrar quadrilha especializada em roubos. De acordo com os promotores de justiça que assinam a denúncia, o caso aconteceu no ano de 2014, quando os policiais localizaram Orcivaldo na cidade de Goiânia e, por meio de telefonema, pediram-lhe a quantia de R$ 10 mil para não efetuarem sua prisão. Após aceitarem contraproposta, receberam R$ 5 mil. O valor foi transferido da conta bancária de esposa de Orcivaldo para a conta da companheira de Genilson.

Os dois policiais foram denunciados pelo crime de “concussão” (artigo 316 do Código Penal), quando se exige vantagem indevida para si ou para outros.

No total, Adenael Neves da Conceição já é alvo de quatro  ações penais e Genilson da Costa Feitosa, duas. Eles encontram-se presos desde o início de junho.

As denúncias criminais contra os dois policiais foram propostas pelos promotores de justiça Benedicto de Oliveira Guedes Neto, Tarso Rizo Oliveira Ribeiro e Leonardo Gouveia Olhê Blanck. (Denise Soares – Ascom MPE)

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