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Políticos do Tocantins receberam R$ 9,3 milhões de propina para campanhas de 2012 e 2014, afirmam delatores

Redação AF - |
Foto: Montagem CT
Políticos tocantinenses citados na delação dos executivos da Odebrecht

Vários políticos tocantinenses citados na delação premiada de executivos da Odebrecht teriam recebido R$ 9,3 milhões durante as campanhas eleitorais de 2012 e 2014. No Brasil, estima-se que foram pagos R$ 10 bilhões em propinas e contribuições eleitorais no período de 2006 a 2014 pela empreiteira.

No Tocantins, os repasses eram feitos pelo executivo Mário Amaro (ex-diretor-presidente da Saneatins), ele informava o dia, hotel, horário e senha para a pessoa buscar o dinheiro em São Paulo. No pleito de 2014 os repasses totalizaram R$ 8,7 milhões.

O ex-governador Sandoval Cardoso (codinome Novo Canário), teria recebido o maior repasse, R$ 4 milhões, e ainda teria sido autorizado mais R$ 8 milhões para pagar uma dívida sua da campanha com o marqueteiro Duda Mendonça, mas os delatores não deram certeza se a transação foi concluída, pois a operação Lava Jato poderia ter impedido o pagamento a Duda.

O Canário, codinome do deputado estadual Eduardo Siqueira (DEM), teria se encontrado com Amaro em janeiro de 2014 onde relatou os planos de ser candidato a governador do Estado, contando que seu pai iria renunciar para viabilizar o projeto. No encontro, Eduardo Siqueira teria pedido R$ 3 milhões, mas a empreiteira concordou em repassar R$ 2 milhões.

Em 2012, Eduardo Siqueira articulou a contribuição de R$ 650 mil, que teria sido repassados aos candidatos a prefeito – Ronaldo Dimas (PR), Laurez Moreira (PSB), Eronides Teixeira (PSDB), Zeila Ribeiro e Marcelo Lelis (PV).

O Lenhador é o codinome do governador Marcelo Miranda (PMDB) que teria recebido a pedido do ex-deputado federal Eduardo Cunha R$ 1 milhão. Outro pedido de contribuição de Cunha foi de R$ 1,2 milhão ao ex-deputado federal e hoje secretário municipal de Governo de Palmas, Júnior Coimbra. O codinome de Coimbra era Acadêmico. A senadora Kátia Abreu (PMDB), que é alvo de inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) junto com o seu marido, tinha como codinome Machado. Ela teria recebido R$ 500 mil.

As informações são do Jornal do Tocantins.

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