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Partido Progressista coloca cargos à disposição após maioria apoiar impeachment

Redação AF -
Foto: Divulgação
Deputado Lázaro Botelho (PP-TO)

Após a bancada do PP decidir por ampla maioria apoiar o impeachment da presidente Dilma Rousseff na noite desta terça­feira (12), o presidente da sigla, senador Ciro Nogueira (PI), colocou os cargos que o partido tem no governo à disposição. O deputado federal do Tocantins, Lázaro Botelho, é um dos integrantes da sigla, mas ainda não definiu sua posição em relação ao impeachment.

A decisão ocorreu após um dia tenso, durante o qual Ciro se viu derrotado em suas articulações com a bancada da Câmara e se viu obrigado a optar pela unidade do partido.

“É uma decisão que eu não defendia, não vou negar. Mas não vejo outra alternativa do que acatar a decisão da bancada. O partido solicita a carta de renúncia de quem está no governo. Já falei com o ministro da Interação Nacional, Gilberto Occhi e com presidente da Codevasf que fizessem as cartas de renúncia como gesto de grandeza e lealdade”, afirmou.

Em uma bancada de 47 deputados, 44 compareceram à reunião que definiu os rumos do partido. Apenas nove declararam votar pela continuidade da petista no cargo, quatro se declararam indecisos e os outros 31 já manifestaram apoio ao impeachment de Dilma.

Questionado se o partido passa a apoiar formalmente o impeachment, Ciro Nogueira respondeu que sim. Deixou claro, contudo, que não haverá punição para aqueles parlamentares não seguirem a orientação da sigla.

Junto com o presidente do partido, um dos que se mantinha contrário ao impeachment, o líder da bancada na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PB), se negou a dizer se vai mudar seu voto no plenário no próximo domingo (17), quando o processo de Dilma será analisado pelos deputados.

Afirmou contudo, o que tem mantido como discurso. “A maioria da bancada vai votar pelo impeachment. Como líder, tenho compromisso com minha bancada”. Nos bastidores, Ribeiro temia perder as condições de liderança, uma vez que foi eleito com apoio de boa parte dos deputados que apoiam o impeachment de Dilma.

No fim do dia, o entorno do ex-­presidente Lula, contabilizava 14 votos de deputados do PP contra o impeachment. O governo ainda vai batalhar pelos votos dos quatro indecisos.

O Planalto ofereceu o Ministério da Saúde, maior orçamento da Esplanada, e a presidência da Caixa Econômica Federal para a legenda. Com isso, o governo esperava segurar os votos da maioria do PP contra o impeachment.

O partido tem a quarta maior bancada da Câmara, com 47 dos 513 deputados. Para o impeachment de Dilma ser aprovado e seguir para o Senado, são necessários os votos de 342 deputados.

Com informações da Folha de São Paulo.

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