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Pré-candidato a prefeito, Alberto ‘Furacão’, cutuca Dimas, Paulo Roberto, Júnior Marzola e Igor Cortez

Redação AF - |
Foto: Divulgação
Alberto Rocha é jornalista em Araguaína.

O pré-candidato a prefeito Alberto Rocha, que já está sendo chamado de “Furacão”, pelo discurso agressivo, é uma das opostas do PDT na corrida à Prefeitura de Araguaína (TO). A notícia mexeu com muita gente. Ele é teólogo, escritor, psicanalista e jornalista polêmico. “Nunca  deixei ninguém colocar cangalhas nas minhas costas”, diz Rocha. Confira a entrevista.

Quem é Alberto Rocha?

Alberto Rocha   sou tocantinense, criado com mais quatro irmãos no orfanato Batista de Itacajá, hoje sediado em Palmas. Aos 19 anos saí do orfanato para fazer Teologia na Bahia. De lá, fui para o Rio de Janeiro onde fiz  jornalismo. Retornei para o Tocantins em 1998. Sou Pós-graduado em educação,trabalhei em vários órgãos do Governo e em veículos de comunicação do Estado, na Prefeitura de Araguaína e empresa privada.

 Por que você decidiu ser pré-candidato à prefeitura?

 Alberto Rocha – Por  vários motivos: primeiro, porque a porta está escancarada, pois há uma síndrome aguda de vazio de povo, há desconfiança, insatisfação e descrédito no meio político; o povo chora abandonado e ninguém sente a sua dor. Além disso, política é coisa séria, não é carnaval, onde as pessoas podem  brincar do que quiserem.

Você tem medo?

Alberto Rocha –  O sofrimento e a dureza da vida me tiraram o privilégio de ter medo. Não tenho medo de nada.  Aliás, o meu medo deixei  na calçada do orfanato, quando saí de lá para lutar pela própria sobrevivência.

Várias candidaturas já foram lançadas, como as do Júnior Marzola e Paulo Roberto.

Alberto Rocha – São homens íntegros e bem sucedidos na vida profissional, mas  politicamente,  estão fora de tempo. A candidatura do Marzola é semelhante a um boi de 25 arrobas tentando subir num pau de sebo. A do Paulo Roberto é igual ao Código Penal, que caducou, mas está valendo. Marzola e Paulo Roberto caíram  na perempção, dormiram no ponto; o trem partiu  e eles ficaram na estação discutindo  o sumiço dos índios guarani. A candidatura deles é fruto da teimosia, e isso me faz lembrar o que minha mãe já me dizia: “o brejo está  sempre aberto para qualquer animal teimoso”.

E Igor Cortez?

Alberto Rocha –  Política não é só festa, tem que ter sangue no olho. Dizem que  sua  candidatura  é  projeto do prefeito de Palmas, Carlos Amastha. Se for verdade, é o fim da picada. Os rumos de Araguaína devem ser decididos pelo povo de Araguaína e não por forasteiros.

E o candidato do governo? 

Alberto Rocha – É a famosa candidatura Pauinmaué –  ninguém sabe quem é.

E a candidatura do Ronaldo Dimas á reeleição?

Alberto Rocha –  Ele é inteligente e sabe que esse sonho está cada vez mais distante. A reeleição dele oscila entre o muito difícil e o impossível. Ele não entubou no sangue do povo,  distanciou-se das suas promessas, faz política sozinho, a rejeição é grande. Parece que há um trator – esteira puxando a reeleição dele para uma ribanceira. Acho a situação dele o seguinte:. “E agora José, que a festa acabou, que a noite esfriou e o povo sumiu?”.

E a sua candidatura?

Alberto Rocha – Sou apenas um pré-candidato junto com outros nomes fortes do partido. Agora, caso se confirme o meu nome,  será  um projeto  pé no chão,  consistente, pragmático, com cheiro de povo e  de  uma nova estação.

Quando foi anunciado seu nome como pré-candidato, houve um burburinho

Alberto Rocha – Normal. Nunca fui candidato nem faço parte da máfia política do pequi. Agora, se eles acham que é pouco gelo para muito uísque, então eu posso aumentar a quantidade do gelo, para que as coisas se equilibrem.

De onde vem a força para sua provável candidatura?

Alberto Rocha – Vem de duas fontes: primeiro, vem  da fraqueza e vulnerabilidade dos prováveis  adversários; a segunda fonte  não vou revelar agora, mas adianto que é uma força avassaladora, decisiva e final e ninguém poderá deter.

Os seus projetos para Araguaína…

Alberto Rocha – Eles vão aparecer na hora certa, caso eu seja candidato

Mas  você não quer fazer nenhuma promessa?

Alberto Rocha –Lugar de promessa  é na  Romaria do Bonfim, a 650 km de Araguaína. Eu nunca fui lá.

Sua opinião sobre o governador Marcelo Miranda

Alberto Rocha – O povo gosta dele. Acho uma pessoa decente e  bem intencionada; está fazendo o que pode para tocar o Estado.

Siqueira Campos…

Alberto Rocha – Um gigante que descansa, mas o que ele fala  é capaz de estrondar o cerrado.

Sua opinião sobre  Ronaldo Dimas

Alberto Rocha – Mineiro

 E o vice-prefeito Fraudineis?

Alberto Rocha Ele me surpreendeu. É inteligente, ético, articulador, companheiro, tem um coração maior que o corpo, merecia uma chance na Prefeitura, pois ele é político e talvez mudasse a situação.

Sua relação com  Vereadores?

Alberto Rocha-  Dos 17 vereadores,  17 são meus amigos. Respeito a todos e  todos eles me respeitam.

 E os deputados de Araguaína?

 Alberto RochaJorge Frederico, Valderez, Elenil, Olyntho, Lázaro Botelho e Cesar Halum, são ótimas pessoas, todos meus amigos.

O senhor tem inimigos?

Alberto Rocha – Acho que não

Caso um dia chegue a ser prefeito  de Araguaína, qual sua primeira medida?

Alberto Rocha – Minha vontade é transformar a UPA da Vila Norte, que nunca abriu, em presídio agrícola municipal para colocar lá dentro políticos corruptos que roubam o dinheiro do povo.

Quer dizer mais alguma coisa?

Alberto Rocha –  Entendi que só fazer promessas ou subir de joelhos as escadarias não enche a barriga de ninguém; é preciso lutar, correr atrás do que se quer alcançar. Por isso, entro na luta para desafiar a cartilha política tradicional dos poderosos. Araguaína precisa arrochar, o improvável pode acontecer.  Se eu entrar na disputa, acaba para eles, pois eu seria a pimenta no olho deles.

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