Pré-candidato ao Senado, César Halum vê cenário ‘obscuro’ na disputa ao Governo

Agnaldo Araujo - |
Foto: Divulgação
Deputado federal César Halum (PRB)

Nielcem Fernandes//AF Notícias 

O vice-líder da bancada federal tocantinense no Congresso, o deputado César Halum (PRB) foi categórico ao afirmar, em entrevista ao AF, que sua pré-candidatura ao Senado Federal “não nasceu de um desejo pessoal, tampouco de vaidade”.

O que houve, na verdade, foi uma avaliação dentre alguns políticos da região norte e eles alegaram que o Norte do Estado e a Região do Bico do Papagaio estão sem um representante no Senado. E isso tem feito muita falta para a população. Foi nesse sentido que decidimos lançar a nossa pré-candidatura. Daí nós começamos a trabalhar e houve aceitação. O norte está há quatro anos sem senador, não podemos ficar mais oito”, explicou.

ALIANÇAS

O pré-candidato disse que está promovendo um trabalho de mobilização da região norte, de cidade em cidade, visitando as lideranças políticas e o eleitorado, para consolidar e fortalecer seu nome na disputa ao Senado.

Sobre as alianças, Halum disse já ter formado um bloco. “Hoje em nosso bloco já contamos com o apoio do PP, representado pelos deputados Lázaro Botelho e Valderez Castelo Branco; do PPS, representado pelo deputado estadual Eduardo do Dertins, e nós do PRB. Somos o primeiro bloco formado para as eleições de 2018”, afirmou.

Halum também ressaltou a força e expressividade dos três partidos. “Nossa força foi demonstrada nas últimas eleições de 2016 com resultados expressivos nos três partidos”, acrescentou.

PRÉ-CANDIDATO DO GOVERNO

Halum foi cauteloso ao comentar as possíveis alianças com os pré-candidatos ao Governo e falou em “instabilidade” dos nomes disponíveis.“Esse início está muito obscuro e os nomes a governo instáveis. Atualmente existem ao menos oito nomes lançados como pré-candidatos e todos merecem nosso respeito e consideração. Mas o nosso bloco ainda não definiu o apoio, justamente por não saber realmente quem vai disputar a eleição. Vamos aguardar um pouco mais e esperar um afunilamento desse processo”, afirmou o parlamentar.

DESAFIOS

O representante do Tocantins no Congresso também destacou a importância de um Senador da República e lembrou que o número de deputados federais por Estado é fixado com base na população. Por isso, São Paulo, por exemplo, tem 70 deputados federais, enquanto que o Tocantins, 8.

Já o número de Senadores independe disso, são três representantes para cada unidade da Federação. O principal desafio é fazer com que os três senadores do Tocantins consigam ter um espaço de representatividade e importância política frente aos demais Estados e com isso trazer mais recursos para o Tocantins”, pontuou.

Ao frisar a função do senador, Halum destacou que não buscará recursos apenas para a região norte do Estado, caso seja eleito. “O principal trabalho de um Senador é o de se impor, e trazer recursos para sua região. É isso que vou fazer! Quero deixar bem claro que não trabalharei apenas para a Região Norte, vou buscar recursos para todo o Tocantins. Um senador também pode ajudar e muito o governo estadual a resolver inúmeros problemas devido a sua influência política, pois despacha diretamente com o Presidente da República”,  declarou.

RECEPTIVIDADE

Apesar de ocupar cargo público há 30 anos, o parlamentar se disse surpreso com a receptividade que tem recebido do eleitorado em suas caminhadas pelo Tocantins.

Tive o meu primeiro mandado na cidade de Araguaína em 1988 como vereador e tenho 30 anos de trajetória pública. Estou consciente que enfrentaremos dificuldades, mas as dificuldades nunca me fizeram desistir de meus objetivos. Estou muito contente com o desempenho da pré-campanha”, ponderou Halum.

CONCORRENTES

Questionado sobre os principais concorrentes ao Senado na disputa vindoura, e se o ex-governador Siqueira Campos configurava ameaça ao seu projeto, Halum novamente preferiu a cautela e disse respeitar todos os seus adversários.

“Estando em dias com a Justiça Eleitoral, todas candidaturas são legítimas. Eu não faço avaliação da candidatura dos meus concorrentes. Prefiro preocupar com a minha eleição. Desejo felicidade a todos os concorrentes, não só ao ex-governador Siqueira Campos, como os demais. Vou trabalhar para ser o vencedor dessa eleição para que possamos ocupar uma dessas vagas e representar todo o Tocantins”, ponderou.

FAKE NEWS

Em relação às fake news, informações falsas que circulam pela internet, César Halum afirmou que essa situação está se tornando abusiva e causando descrédito na população. “Eu sei que alguns candidatos que têm acesso ao poder econômico contratam agências que, por sua vez, contratam pessoas para acompanharem o movimento nas redes sociais. O problema é que essas pessoas contratadas pelas agências começam a denegrir a imagem dos seus concorrentes, formando os chamados fake”, ponderou.

Para o pré-candidato ao Senado, as pessoas por trás dos fakes não têm sequer coragem de se identificar. “Entendo que um fake é um covarde que não tem coragem de se identificar. Mas eu sou muito tranquilo quanto a isso. Se por acaso um desses fake vier nos atacar durante a campanha, terá a resposta adequada à sua atitude. Eu aprendi nos meus 30 anos de vida pública, que quando não temos nada para mostrar, a gente mostra ao menos a cara. Já existe uma legislação bastante adiantada para esses crimes e cabe a justiça investigar” concluiu o deputado.

TETO DE FINANCIAMENTO

No que diz respeito ao limite de gastos com as campanhas eleitorais, Halum espera que o caixa 2 desapareça de vez. Também acrescentou que cabe ao Ministério Público e à Polícia Federal e aos órgãos de controle cuidarem dos gastos das campanhas para evitar os abusos.

“Eu fico feliz porque acho que pela primeira vez poderei concorrer em pé de igualdade com os demais. Sempre tive muitas dificuldades nas campanhas, sempre com menos recursos e as pessoas diziam: o César não ganha por que não tem carro de som, não tem gente contratada na rua pedindo voto para ele, o César tem pouco cartaz… Mas eu sempre procurei fazer contato pessoal com as pessoas. Acho que se todos forem obrigados a gastar o mesmo tanto de dinheiro, vai me favorecer muito nessas eleições”, finalizou.

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