Pré-candidatos ao Palácio Araguaia nas mãos de marqueteiros vulcânicos – Alberto Rocha

Agnaldo Araujo - | - 774 views
Foto: Zezinha Carvalho
Sede do Palácio Araguaia

Alberto Rocha //Opinião

A corrida pelo Palácio Araguaia transformou o Tocantins numa verdadeira ágora, ou seja, numa arena pública onde se ouvem as diferentes e agressivas correntes de opinião, vindas dos atores pré-candidatos, que digladiam publicamente, na tentativa de chamar a atenção dos menos desavisados. Os eleitores avisados não estão nem aí para essa picuinha verborrágica, inoportuna e intragável.

Sabe-se que esse mercado livre das ideias é frutífero para o destilar de jargões em formato de filosofias baratas, repetidas e descartáveis, proferidas pelos pretensos candidatos que não olham para a realidade, afinal, a realidade é complexa; também não pensam; pensar é complicado, difícil, extremamente difícil.

É claro que todos os pretensos pré-candidatos sonham em chegar lá, conquistar aquele espaço luxuoso de pedras de mármore. Afinal, o poder é afrodisíaco, todos o desejam vorazmente como se deseja uma taça de vinho envelhido do Porto (cidade de Portugal). Aliás, eu nunca bebi vinho do Porto, mas dizem que é bom.  Sonhar é bom, desperta a alma, os desejos, a ambição. Que todos sonhem; ainda não se paga imposto para sonhar. Sonhem, pois a vida de uma pessoa só termina quando seus sonhos se acabam.

Mas, aos autores da disputa pelo Palácio, é preciso refletir mais sobre as palavras decoradas, tiradas de velhas sacolas de marqueteiros vulcânicos, os quais comandam o mercado varejista de ideias movidas a labaredas e fogo; para eles, melhor desse jeito; assim, o circo pega fogo mais rápido.

Lutem por resultados diferentes, a começar pelos jargões que insultam a inteligência. Tragam coisas novas e construtivas para a sociedade; diminuem a agressividade, usem a criatividade, mostrem para a sociedade a diferença. Lembrem-se de que para chegar ao Palácio, são necessários votos, e os votos virão de acordo com as propostas que apontem a solução para o bem comum. Atentem para isso; suspendam por um momento o veneno mortal. Caso contrário, todos correm o risco de chorar em guarani, e o sonho de chegar ao Palácio Araguaia não passará de loucura, pois “loucura é querer resultados diferentes fazendo tudo igual”, como disse Albert Einstein.

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