Prefeita é denunciada por contratos irregulares e pode ser obrigada a fazer concurso

Agnaldo Araujo - |
Foto: Prefeitura/Divulgação
Cidade de Brejinho de Nazaré

A prefeita de Brejinho de Nazaré, Miyuki Hyashida, foi denunciada à justiça devido a contratação de servidores temporários supostamente em desacordo com as hipóteses legais e pode ser obrigada a fazer concurso público.

As ações foram ajuizadas pelo Ministério Público Estadual (MPE) no dia 30 de abril. O órgão argumenta que as contratações temporárias realizadas pela gestora não se enquadram nos critérios de excepcionalidade e descumprem a norma constitucional que estabelece o concurso público como regra para o ingresso no serviço público.

No entendimento do promotor de justiça Vinícius de Oliveira e Silva, autor da ação judicial, a prefeita incorreu em ato de improbidade administrativa ao descumprir a lei e feriu princípios constitucionais da administração pública, no que se refere à legalidade, à moralidade, à impessoalidade e à eficiência.

Pela prática de improbidade administrativa, a gestora fica sujeita às penas de perda da função pública, suspensão dos direitos políticos, proibição de contratar com o poder público e ressarcimento de eventual dano causado ao erário, em caso de condenação.

Concurso público

Uma segunda ação judicial proposta pelo MPE, também no dia 30 de abril, contra a prefeita Miyuki Hiashida e contra o município de Brejinho de Nazaré requer a realização de concurso público.

Nesta ação, o promotor de justiça Vinícius de Oliveira requer que a administração seja obrigada pela Justiça a cumprir um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado pela prefeita perante o MPE, o qual estabeleceu o compromisso de realizar concurso e de substituir os servidores contratados irregularmente.

Segundo os prazos estabelecidos no TAC, o edital do concurso deveria ter sido publicado até outubro de 2017 e as provas deveriam ter sido aplicadas em dezembro do mesmo ano. Também ficou acordado no TAC que a prefeita não realizaria novas contratações irregulares.

Apesar do acordo, em novembro de 2017 a gestora informou ao Ministério Público que não realizaria concurso e alegou como justificativa a inexistência de previsão orçamentária. Já em janeiro de 2018, o MPE constatou que persistiam dezenas de contratações irregulares em Brejinho de Nazaré.

Em razão do descumprimento do acordo, o MPE requereu a execução de multas contra a prefeita que totalizam R$ 70 mil.

(Ascom – MPE)

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