Prefeito é acusado de remanejar professores para zona rural após cobrança salarial

Agnaldo Araujo - |
Foto: Divulgação
Manifestação realizada por professores na época

Márcia Costa//AF Notícias 

Professores concursados da rede municipal de ensino de Pau D’Arco denunciaram ao AF Notícias suposta perseguição política por parte do prefeito da cidade, João da Serraria (PP).

Conforme a denúncia, o gestor decidiu remanejar quatro professores que trabalham em escolas na sede do Município para unidade localizadas na zona rural depois que eles participaram de uma manifestação reivindicando o reajuste de 7,64% do piso salarial da classe, que está atrasado desde janeiro de 2017.

Segundo os professores, várias reuniões foram solicitadas com o gestor durante todo o ano de 2017 para tratar da regularização do piso salarial da categoria, mas nenhuma resposta foi dada pelo prefeito.

A manifestação em prol do reajuste ocorreu em 23 de outubro de 2017. Segundo os professores, após o ato, o prefeito transferiu os docentes para um Projeto de Assentamento há mais de 100 km da cidade, longe de seus familiares.

“É pura retaliação. Neste assentamento já tem profissionais que sempre são contratados. Questionamos o prefeito e ele respondeu com ironia. Disse que estava transferindo os quatro profissionais porque eles são muito bons e lá precisa são desses professores”, disse uma professora.

A servidora também afirmou que o prefeito João da Serraria está mantendo profissionais contratados nas escolas da zona urbana a cobrir as vagas deixadas pelo remanejamento dos concursados para a zona rural.

Por causa da situação, alguns professores da Escola Municipal Domingas Ribeiro paralisaram as aulas na segunda-feira (22), data do retorno do calendário escolar.

OUTRO LADO

Em nota, o secretário de Administração de Pau D’Arco, Edimar Alves, informou que a categoria participou de uma reunião nesta semana com o contador da prefeitura, assessoria jurídica e Secretaria Municipal de Educação para tratar sobre o reajuste do piso salarial. Representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Tocantins (Sintet) também estiveram presentes.

O secretário ainda afirmou que a Prefeitura está fazendo os estudos para ver a possibilidade de pagar o índice do salário dos professores conforme o Plano de Cargos e Carreiras da cidade e do nacional. Com relação à transferência de professores para o projeto SUDAN, na zona rural, o município já está vendo a possibilidade de resolver o problema, segundo Edimar Alves.

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