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Prefeito eleito de Araguanã está condenado a 8 anos por trabalho escravo; Coligação vai denunciar ao TRE

Redação AF - |
Foto: Divulgação
Cenário político de Araguanã pode sofrer reviravolta.

O prefeito eleito da cidade de Araguanã (TO), Fernando Luiz dos Santos, mais conhecido como Fernando do Osmar (PSD), pode ter dificuldades para assumir o cargo em 1º de janeiro de 2017. O motivo é que a Coligação “Inovação, Ação e Trabalho”, dos partidos PR, PSDC e SD, afirmou que levará ao conhecimento da Justiça Eleitoral o fato de que o então candidato está condenado pelos crimes de trabalho escravo e aliciamento de trabalhadores.

Segundo a Coligação, Fernando, ao solicitar o registro eleitoral, “enganou” a Justiça ao apresentar uma certidão do Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro (TRF2ª Região), quando deveria ter apresentado do Tribunal da 1ª Região, que responde pelos estados do Tocantins e Pará, onde ele mora e responde ao processo.

A Coligação argumenta que se Fernando tivesse apresentado a certidão do TRF1, ele teria sua candidatura barrada por estar condenado a 8 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, a ser cumprida em regime inicial fechado. A condenação já foi inclusive confirmada em segunda instância pelo Tribunal Federal, sediado Brasília, em maio deste ano.

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Fernando do Osmar, prefeito eleito de Araguanã.

O prefeito eleito de Araguanã foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF), acusado de manter trabalhadores em regime de escravidão na Fazenda do Rio Preto, no Estado do Pará. Segundo a denúncia, os trabalhadores eram mantidos em condições degradantes e forçados a trabalhar, instalados em alojamentos precários, sem assistência médica, endividados na cantina da fazenda e com dificuldades de locomoção. O vilarejo mais próximo do local ficava a 60 km.

Segundo o Ministério Público, os trabalhadores contratados para roçar o pasto não dispunham de água potável, mínima higiene e assistência médica. Havia inclusive um trabalhador com malária sem atendimento médico. Os trabalhadores eram recrutados na cidade de Xambioá (TO), que fica a mais de 300 km da cidade.

A reportagem tentou contato com o prefeito eleito, mas não conseguiu. O espaço continua aberto.

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Candidato apresentou uma certidão do Tribunal Regional do Rio de Janeiro.

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