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Servidoras afirmam que ex-diretora escolar “mentiu” ao falar que não fazia parte da Associação de Pais

Agnaldo Araujo - |
Foto: Divulgação
A ata da criação da associação em que a ex-diretora foi nomeada como vice-presidente

Da Redação // AF Notícias

Após reportagem divulgada pelo AF Notícias, em que a ex-diretora da Escola Municipal Joaquim de Brito Paranaguá, em Araguaína (TO), comentou sobre as acusações de supostos desvios de recursos públicos, a ex-presidente e a ex-tesoureira da  Associação de Apoio de Pais e Mestres rebateram a versão dada pela ex-gestora e afirmaram que Lélia dos Santos Nascimento “mentiu” ao dizer que não fazia parte da Associação e que não assinava os cheques da escola.

“Os procedimentos financeiros são feitos mediante um gerenciador online, lembrando que a mesma [Lélia Nascimento] era a única servidora com acesso à senha do gerenciador”, afirmou Érica Gomes do Prado e Acássia Maria de Almeida Silveira, ex-presidente e ex-tesoureira, respectivamente.

As servidoras também apresentaram cópia da Ata da Assembleia Geral de Criação do Conselho, do dia 11 de fevereiro de 2014, em que a ex-diretora foi nomeada como vice-presidente da Associação. Além disso, Érica e Acássia afirmaram que não tinham nenhum controle sobre as transações comerciais nas contas da escola.“Esclarecemos também que todas as transações comerciais eram reservadas a ela e os fornecedores”, disse a nota.

A ex-presidente e ex-tesoureira da Associação também questionaram a informação de que Lélia dos Santos teria deixado um saldo de R$ 40 mil na conta da escola . “Como a ex-diretora tinha ciência do saldo de uma conta que, segundo ela, não tinha acesso?”, questionaram. Elas esclareceram ainda que o valor citado refere-se à soma dos saldos das cinco contas correntes da escola, no entanto, em 31 de dezembro de 2015, havia apenas R$ 2.890,83 na conta da gestão – que custeia maior parte dos gastos.

Confira a nota na íntegra

Nota de esclarecimento

Esclarecimento da Associação de Apoio de Pais e Mestres da Escola Joaquim de Brito Paranaguá:

– Mente a ex-diretora quando diz que não fazia parte da Associação de Apoio da Escola Joaquim de Brito Paranaguá.

– A Associação de fato não assina cheque, como cita a ex-diretora em nota, pois os procedimentos financeiros são feitos mediante um gerenciador online, lembrando que a mesma era a única servidora com acesso à senha do gerenciador.

– Esclarecemos também que todas as transações comerciais eram reservadas a ela e os fornecedores.

– A ex-diretora Lélia dos Santos Nascimento diz também que quando saiu deixou um saldo de R$ 40.000 ( quarenta mil reais). Então questiono: como a ex-diretora tinha ciência do saldo de uma conta que, segundo ela, não tinha acesso?

Atenciosamente,

Érika Gomes do Prado – Presidente

Acássia Maria de Almeida Silveira – Tesoureira

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