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Prestações do Minha Casa Minha Vida sobem mais de 237% a partir de julho

Agnaldo Araujo -
Foto: Divulgação
A previsão é que as prestações aumente a partir do dia 1° de julho

As prestações das moradias financiadas pelo “Minha Casa, Minha Vida” ficarão até 237,5% mais caras, em julho, para os beneficiários da faixa 1, a mais baixa do programa, para famílias com renda bruta de até R$ 1.800 por mês. O percentual refere-se ao valor máximo, que passará de R$ 80 para R$ 270 por mês, válidos para quem tem rendimento de R$ 1.200,01 a R$ 1.800. Já o valor mínimo, para famílias com renda até R$ 800, subirá 220%: de R$ 25 para R$ 80.

De acordo com o Ministério das Cidades, os novos valores passarão a valer para contratos assinados com a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil a partir do dia 1º de julho. A pasta alegou, em nota, que os reajustes se devem à “atualização dos custos da construção” e às “melhorias estabelecidas nesta nova fase”, referindo-se à terceira fase do programa, que prevê a construção de dois milhões de imóveis até 2018.

O governo nega que os reajustes tenham sido motivados pela alta inadimplência dessa faixa do programa, de 23%, e que sejam destinados a cobri-la. O percentual é dez vezes maior do que a média de 2,33% de inadimplência em todas as linhas de crédito imobiliário da Caixa no primeiro trimestre do ano. O Ministério das Cidades afirmou, porém, que “verifica-se que a inadimplência está mais relacionada a outros fatores do que ao valor da prestação”.

Entenda melhor as mudanças 

O Governo Federal reajustou as prestações a serem pagas por beneficiários de moradias da faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida. A faixa 1 atende famílias com renda bruta mensal de até R$ 1.600,00 (nas fases 1 e 2) e R$ 1.800,00  (a partir da fase 3).

Como é hoje 

O valor das prestações mensais equivale a 5% da renda familiar mensal, com valor mínimo fixado em R$ 25,00.

A partir de 1º de Julho

O valor das prestações passará a ser estabelecido de acordo com a renda familiar bruta mensal.

Renda de até R$ 800,00: prestação de R$ 80,00.

Renda de R$ 800,01 a R$ 1.200,00: prestação no valor de 10% da renda familiar bruta mensal.

Renda de R$ 1.200,01 a R$ 1.800,00: prestação no valor de 25% da renda familiar bruta mensal menos R$ 180,00.

(Fontes Extra Globo e A Tribuna).

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