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Profissionais da enfermagem dão “voto de confiança” ao Governo e decidem suspender greve mesmo sem acordo

Redação AF - |
Foto: Aldemar Ribeiro
Enfermeiros retomam trabalho nos hospitais da rede pública do Tocantins.

Os profissionais da enfermagem decidiram suspender a greve iniciada no dia 02 de fevereiro em toda a rede pública de saúde do Tocantins. Antes de ser anunciada a suspensão do movimento, na sexta-feira (04/03), os profissionais realizaram uma carreata nas principais avenidas de Palmas para chamar a atenção da população para o descaso na saúde púbica do Estado.

Após o protesto, o Presidente do Sindicato da Enfermagem no Estado do Tocantins, Claudean Pereira Lima, conseguiu uma audiência com o Secretário Geral de Governo e Articulação Política, Lyvio Luciano Carneiro, e com o Secretário de Administração, Geferson Oliveira Barros, para tratar do movimento.

Durante a reunião, os representantes do governo solicitaram que os profissionais retornassem às suas atividades normais, dando um “voto de confiança”, e se comprometeram a continuar as negociações, até que as demandas sejam sanadas. Uma nova reunião já foi agendada para a próxima terça-feira (08/03).

Conforme o Sindicato, diante do compromisso do Governo, os profissionais decidiram suspender o movimento grevista “por entender que neste momento seria necessário recurar para avançar nas negociações”. “Contudo, ficou deliberado em assembleia que caso o governo não atenda as agendas de negociação e não cumpra o acordado entre as partes, o movimento será retomado”, alertou o sindicato.

Greve da enfermagem

Os profissionais da enfermagem estavam há mais de 30 dias de greve reivindicando melhores condições de trabalho, medicamentos, insumos e alguns direitos adquiridos.

Cerca de 800 profissionais da enfermagem participaram do movimento grevista só na capital, além disto, o movimento se estendeu para o município de Araguaína e vinha ganhando adesão em todo os Estado do Tocantins.

Os profissionais realizaram vários atos de protestos, sensibilizaram a população e denunciaram, em uma audiência pública, ao Ministério Público Federal as diversas irregularidades dos hospitais do Estado, denúncias que serviram de base para abertura de uma investigação no maior hospital do Estado, o Hospital Geral de Palmas.

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