PSDB e MDB devem ser aliados no Tocantins e adversários em ao menos 16 Estados

Agnaldo Araujo - - 824 views
Foto: Divulgação
Marcelo Miranda (esq.) e senador Ataídes Oliveira (dir.)

Uma possível aliança entre PSDB e MDB para a eleição presidencial seria uma parceria replicada em poucas campanhas para governador nas eleições de outubro desse ano. O Tocantins é um dos Estados onde essa união pode ocorrer.

No plano federal, as negociações envolvem o tucano Geraldo Alckmin como candidato ao Palácio do Planalto e o emedebista Henrique Meirelles como possível vice. No jovem Estado do Tocantins, o candidato tucano deve ser o senador Ataídes Oliveira, que já teria o apoio do MDB após a Justiça Eleitoral cassar o mandato de governador de Marcelo Miranda (MDB).

Além do Tocantins, essa união pode ocorrer no Acre e Rio de Janeiro, segundo informações reveladas pelo Estadão. No Rio, emedebistas e tucanos devem apoiar a candidatura do ex-prefeito da capital Eduardo Paes, que se filiou ao DEM para disputar o cargo de governador. Já o Acre poderá ter os dois partidos apoiando a candidatura do senador Gladson Cameli (PP-AC) ao governo.

Mas o que deve ponderar entre as duas siglas é a rivalidade mesmo. Os dois partidos devem se colocar em campos opostos em ao menos 16 unidades da Federação.

O panorama

Até o momento, somente nos três Estados já mencionados ensaia-se um projeto único entre as duas siglas, e em outros oito a situação é incerta. Levantamento do Estadão/Broadcast feito nas pré-candidaturas estaduais de MDB e PSDB aponta que, das 16 unidades em que os dois partidos devem estar em palanques diferentes, em quatro delas tucanos e emedebistas deve ter candidato para liderar a chapa – Maranhão, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

Nas outras 12, serão coadjuvantes em chapas distintas. São elas: Alagoas, Amapá, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rondônia e Sergipe.

Negociações

As disputas locais têm sido colocadas como um complicador na formação de chapa única no pleito presidencial. Na semana passada, foi revelado que o PSDB admite negociar aliança eleitoral com o MDB do presidente Michel Temer. Alckmin sinalizou ao partido que está disposto a defender pontos do legado econômico do governo que sejam compatíveis com o programa de governo tucano. A discussão conta com o esforço do ex-prefeito João Dória (PSDB), que tem conversado com Temer sobre o assunto.

Quarto maior colégio eleitoral do País, a Bahia é um símbolo das divergências entre tucanos e emedebistas. Há algumas semanas, PSDB e MDB indicavam apoiar a candidatura do prefeito de Salvador, Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA), ao governo. ACM Neto, no entanto, desistiu da candidatura e o cenário se embaralhou.

Agora o PSDB quer lançar o deputado federal João Gualberto para enfrentar o atual governador Rui Costa (PT-BA). O tucano, no entanto, rejeita aliança com o MDB baiano, comandado pelos irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima, ambos investigados na Lava Jato. Geddel está preso em Brasília.

Em Minas Gerais, a situação é ainda mais complicada. O MDB estava próximo do governador Fernando Pimentel (PT), que vai tentar a reeleição, mas o partido rachou. Uma ala, liderada pelo atual vice-governador e presidente regional do partido, Toninho Andrade, passou a defender candidatura própria. Já os tucanos indicavam apoio a Rodrigo Pacheco (DEM), mas, agora, decidiram lançar a pre-candidatura do senador Antonio Anastasia (PSDB) ao governo.

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