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PT do Tocantins suspende direitos partidários de filiados que estão no governo Miranda

Agnaldo Araujo - |
Foto: Divulgação
Milne Freitas (esq.); Gleidy Braga (centro); Pedro Dias Corrêa (dir.)

O diretório do Partido dos Trabalhadores (PT) no Tocantins suspendeu os direitos partidários de filiados que ainda permanecem no governo de Marcelo Miranda (PMDB). A decisão foi tomada por 25 votos a 14 em reunião realizada neste sábado (02). A determinação do diretório era que os integrantes do partido deixassem os cargos no mês de junho.

A decisão atinge Gleidy Braga, secretária de Cidadania e Justiça; Pedro Dias Corrêa, presidente do Instituto de Desenvolvimento Rural do Estado do Tocantins (Ruraltins); e Milne Freitas, superintendente de Desenvolvimento Regional da Secretaria de Planejamento (Seplan) e suplente de deputado federal. Todos pertencem à corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), derrotada nas eleições internas do PT.

Segundo o atual presidente do PT no Tocantins, deputado estadual Zé Roberto, como a determinação não foi cumprida, os filiados foram punidos com a pena prevista no artigo 228, inciso IV, do estatuto partidário.

Militantes da corrente CNB repudiaram a postura adotada por Zé Roberto e acrescentaram que ele foi ‘ditatorial e arbitrário na condução de todo o processo’. “Diante do flagrante desrespeito às normas internas do partido e dos direitos constitucionais dos representados, informamos desde já, que o caso será levado à apreciação do Diretório Nacional, onde buscaremos com todas as forças a anulação dessa decisão arbitrária”, afirmaram.

Os integrantes ainda acrescentaram que o presidente do PT está querendo tirar do processo eleitoral de 2018 potenciais candidatos a deputado. “O presidente quer ainda afastar do processo político eleitoral de 2018 potenciais candidatos a deputado estadual, aplicando a esses a suspensão de seus direitos políticos partidários por dois anos, praticamente inviabilizando a participação da corrente CNB no próximo pleito eleitoral. O que deixaria o caminho livre ao parlamentar à conquista de um novo mandato nas eleições de 2018, o que pode descaracterizar o processo democrático de escolha de possíveis nomes da sigla”, pontuaram.

AMÁLIA SANTANA

A deputada estadual Amália Santana (PT), que também integra a corrente interna CNB Tocantins, lamentou a decisão do partido de suspender os direitos partidários dos membros que, contrariando as orientações do diretório estadual, continuaram no governo de Marcelo Miranda.

Amália também considerou a decisão ‘arbitrária’. “Essa é uma arbitrariedade sem tamanho, uma verdadeira vingança de um presidente que não perdoa quem não se curva aos seus desmandos”, explicou.

“As penas foram impostas apenas a membros da CNB, pessoas de luta, fiéis engajadas na causa e que deram a vida para a construção do partido”, finalizou a parlamentar.

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