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Revista em advogados visa garantir segurança e não afrontar as prerrogativas, diz diretor do Barra da Grota

Redação AF - |
Foto: Divulgação
Advogados estão isentos apenas da vistoria manual, mas não da eletrônica, diz diretor do presídio.

A revista em advogados e serventuários da justiça ao entrar na Unidade Prisional Barra da Grota visa garantir a segurança e integridade de todos, e não afrontar as prerrogativas profissionais. A afirmação é do diretor da unidade, Jean Carlos Gomes, ao esclarecer a situação que rendeu reclamações dos profissionais durante a passagem, por Araguaína, da Caravana das Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Os profissionais reclamaram que estavam sendo submetidos a uma revista inapropriada quando visitavam os seus clientes presos. Contudo, o diretor do presídio afirmou que não há nenhuma ilegalidade. “A Resolução do CNJ nº 104/2010 prevê que os advogados, promotores, magistrados e defensores devem passar por revista eletrônica. Do mesmo modo, a portaria estadual nº 1.04/2013 diz que deverão submeter-se à revista eletrônica todos que queiram ingressar em estabelecimentos penais, ainda que exerçam função pública”, pontuou Jean Carlos.

O diretor acrescentou que os advogados, bem como os outros profissionais citados, estão isentos apenas da revista manual, mas não da eletrônica. “Os juízes passam pela revista, os defensores, promotores, mas os advogados não queriam por entender que fere as prerrogativas. Contudo, visa garantir a segurança de todos e não afrontar as prorrogativas profissionais. Seria ilegal e discriminatória se fosse exigida revista só do advogado”, explicou.

Na última segunda-feira (22/08), Jean disse que recebeu uma “visita de cortesia” da Caravana das Prerrogativas da OAB com o intuito de aproximar as instituições. Na oportunidade, ficou pactuado de maneira informal que o advogado não passará pela vistoria com detector manual de metal, somente pelo pórtico (portal) na entrada do presídio, semelhante ao que ocorre nos bancos e aeroportos.

“Não podemos permitir que todos entrem e saiam da unidade sem serem revistados. Corremos todos os tipos de riscos aqui. Até os funcionários passam por revista e ainda mais rigorosa, inclusive acompanhada por policial, o que não ocorre com os advogados”, finalizou Jean Carlos.

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