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“Salário do prefeito de Colinas é maior do que o de São Paulo”, afirmam professores

Agnaldo Araujo - | - 575 views
Foto: Divulgação
Manifestação dos professores percorreu as ruas de Colinas do Tocantins.

Professores da rede municipal de Colinas do Tocantins fizeram uma manifestação, na segunda-feira (19), para cobrar o cumprimento do piso salarial nacional do magistério, que teve correção de apenas 7,6%, mas não é pago desde janeiro de 2017. A categoria aproveitou para criticar o aumento de aproximadamente 30% no salário do prefeito, Adriano Rabelo (PRB), do vice e secretários municipais.

Com o aumento, o salário do prefeito passou de R$ 16 mil para R$ 21,2 mil. Enquanto isso, o piso salarial do professor é de apenas R$ 2,2 mil, ou seja, o valor mínimo estipulado pelo MEC a ser pago aos educadores.

Os manifestantes vestiram preto, foram às ruas e expuseram faixas cobrando o pagamento do piso e criticando o aumento concedido ao prefeito. “Reajuste salarial para o prefeito de 30% tudo, para os professores (7,64%) nada?”, questionava uma faixa.

“Prefeito que não valoriza a educação não respeita o cidadão”, dizia outra. “Você sabia que o salário do prefeito de Colinas é maior que o do prefeito de São Paulo?”, questionava outra faixa. O atual prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB), tem um salário líquido de R$ 17,9 mil, o qual tem doado para entidades que cuidam de pessoas carentes.

A população de São Paulo é de mais de 12 milhões de pessoas, enquanto a de Colinas é de 34 mil habitantes, sendo dados do IBGE.

Em carta aberta à população de Colinas, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins (Sintet) afirmou que, além de não pagar o piso dos professores, o atual prefeito quer retirar direitos da categoria. Entre eles estão o aumento da quantidade de horas aulas dos professores e a extinção das gratificações.

Foto: Divulgação
Manifestação dos professores de Colinas do Tocantins.

Confira a carta aberta na íntegra

Carta aberta à sociedade colinense

Colinas do Tocantins, 19 de junho de 2017

O Sintet vem a público pedir apoio da sociedade colinense visto que os direitos do/as professores/as municipais estão sendo negados pelo atual prefeito.

A alegação é falta de dinheiro?

Que contradição, pois o salário do prefeito e outros funcionários do alto escalão, como vice-prefeito e demais secretários, tiveram aumento de 29,64% que, por sua vez, foi aprovado mesmo havendo uma Ação Pública na Justiça contestando e considerando o aumento imoral. Mesmo assim o prefeito instituiu e articulou maioria na Câmara Municipal para a aprovação do aumento, inclusive com direito a receber retroativos.

Falta de dinheiro?

Nos argumentos do gestor falta dinheiro apenas para pagar o reajuste de 7,64% para os/as professores/as que é garantidos pela Lei Federal 11.738/2008.

Além de negar a cumprir a Lei do Piso, o prefeito divulgou nota com sanções que serão impostas e que irão impactar negativamente a categoria e os alunos em geral.

São elas:

Retirada do reforço escolar dos alunos do 1º ano;

Aumento da quantidade de horas aulas dos professores;

Perda das gratificações;

Pagamento do retroativo previsto para 2018 se tiver dinheiro e;

Revisão do plano de carreira com intuito de retirar outros direitos;

Diante disso, a categoria avisa que não vai aceitar esse retrocesso! Queremos apenas o que é nosso de direito!”

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