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Sandoval se entrega à Polícia Federal, presta longo depoimento e é recolhido à prisão em Palmas

Redação AF -
Foto: Charlyne Sueste
Ex-governador no IML fazendo exames antes de ir para a prisão

Com a prisão temporária decretada pela Justiça Federal, o ex-governador Sandoval Cardoso (SD) se apresentou no início da noite desta quinta-feira (13) na sede da Polícia Federal, em Palmas. Ele estava em Goiânia (GO) e ficou sabendo da operação que investiga fraude em licitações no Governo pela imprensa.

Sandoval chegou dirigindo o próprio carro na sede da PF, acompanhado de advogado, prestou depoimento por quase cinco horas, depois foi levado para fazer exames no Instituto Médico Legal (IML), já por volta de meia noite, e posteriormente conduzido para a Casa de Prisão Provisória de Palmas (CPPP), onde deverá ficar por cinco dias preso – prazo da prisão temporária. A defesa do ex-governador já solicitou sua transferência para uma cela do Quartel de Comando Geral da PM do Tocantins.

Sandoval foi um dos 19 que tiveram mandado de prisão expedido, porém ele não foi encontrado em sua residência em Colinas do Tocantins, onde a PF cumpriu mandados de busca e apreensão de materiais.

O também ex-governador do Tocantins, Siqueira Campos (sem partido), foi conduzido coercitivamente à sede da PF de Palmas (TO), por volta das 9h00 desta quinta, onde prestou depoimento.

A investigação da Polícia Federal apontou um esquema de direcionamento de licitações envolvendo órgãos públicos de infraestrutura, servidores e sete empresas, nos anos de 2013/2014. Segundo a PF, as obras foram custeadas recursos na ordem de R$ 1,2 bilhão de empréstimos do Estado junto ao BNDES e Banco do Brasil.

Estimativa da PF é que o prejuízo aos cofres públicos gire em torno de 25% dos valores das obras contratadas, o que representa aproximadamente R$ 200 milhões de reais.

Segundo a PF, havia um cartel entre as construtoras para vencer as licitações, são elas: Empresa Projetos de Engenharia LTDA., CRT Construtora – Rio Tocantins, MVL Construções, Construtora Barra Grande, CCM – Construtora Centro Minas, CSN Engenharia LTDA. e EHL – Consócio EHL.

Todo o esquema teria sido descoberto a partir de um contrato do governo com a empresa MVL Construções para obra na TO-126 no valor de R$ 19.368.764,06. Segundo a Polícia Federal, as irregularidades foram detectadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e repassadas para o Ministério Público Federal.

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