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Seduc faz ‘enquete’ com alunos para decidir futuro de professor agredido em colégio

Redação AF - |
Foto: Divulgação
Professor foi agredido em frente ao colégio Guilherme Dourado.

Uma equipe da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) esteve nesta sexta-feira (11) no Colégio Estadual Guilherme Dourado, onde aconteceu a agressão física ao professor Mariano Soares da Costa, na última quarta (9).

O motivo da visita não foi para prestar apoio e nem solidariedade ao professor, que tem quase 30 anos de trabalho dedicado à educação, mas para fazer uma sindicância a fim de decidir o futuro de Mariano. Atualmente, está na direção do colégio.

Uma fonte do AF relatou que a equipe da Seduc realizou inclusive uma enquete com professores, funcionários da escola e até alunos, para saber se concordavam, ou não, com a permanência do professor na unidade.

O resultado da pesquisa interna, pelo menos entre os educadores e demais funcionários, é favorável ao professor. Alguns profissionais relataram que Mariano é um excelente gestor, com longa história na educação e comprometido com o bom andamento dos trabalhos, inclusive em relação à manutenção da ordem e disciplina no ambiente escolar.

No dia do episódio, a Seduc divulgou nota à imprensa dizendo apenas que o caso seria apurado, mas não prestou solidariedade ao professor e nem condenou os atos de violência.

“É sempre assim! O professor não encontra respaldo nos gestores da educação, pelo contrário, somos sempre oprimidos e desrespeitados. Não temos nenhum apoio quando passamos por esse tipo de situação. Na visão deles [gestores], o aluno sempre tem razão, não importa o que aconteça”, desabafou uma professora, que preferiu não se identificar por temer represálias.

Mariano estava na calçada da escola acompanhando a saída dos estudantes no turno vespertino quando o agressor, de 18 anos, passa caminhando e dá um soco na máquina fotográfica que estava em sua mão. O agressor desce a escada, mas volta e dá outro soco, acertando também o peito do professor, que se desequilibra e cai nos degraus da calçada.  Em seguida, o agressor dá um golpe conhecido como ‘voadeira’. Mariano se defende e consegue imobilizar o agressor até a chegada da Polícia Militar.

O agressor é um ex-aluno do colégio expulso no ano passado por agredir outro professor com chutes. Ele responderá por desacato e agressão.

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