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SEET diz que falta alimentação para servidores nos hospitais do Tocantins desde o mês de agosto

Agnaldo Araujo -
Foto: Divulgação
O SEET e demais sindicatos da saúde notificaram o secretário de saúde

O Sindicato dos Profissionais da Enfermagem no Estado do Tocantins (Seet) e demais sindicatos da saúde (Simed, Sicideto, Sintras e Sindifato) notificaram o Secretário Estadual de Saúde, Marcos Esner Musafir, com relação ao restabelecimento da alimentação aos profissionais de enfermagem e demais servidores do quadro da saúde.

Conforme o Seet, está faltando alimentação desde o final de agosto, quando o Governo do Estado assumiu a administração dos serviços de alimentação, limpeza e rouparia dos hospitais públicos.

A notificação reitera ainda o dever do Estado em oferecer segurança alimentar e nutricional, conforme previsto na Norma Regulamentadora (NR24) que, por definição, compreende a realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde, não podendo ser negligenciado aos seus profissionais e tutelados.

Além disso, o documento afirma que tal postura vem ocasionando transtornos para os profissionais que estão sendo obrigados a arcar com as despesas de alimentação. “Despesa essa que é uma obrigação do Estado, o que vem se tornando cada vez mais inviável para os profissionais que estão com seus salários cada dia mais defasados”, reforçou o sindicato.

Para o presidente do Seet, Claudean Pereira Lima, essa situação é corriqueira. “Infelizmente esta é a realidade dos profissionais de enfermagem e demais servidores da saúde, que não recebem o mínimo de condição para realizar as suas atividades. Convivemos com a falta de todo tipo de suporte ao exercício da nossa profissão dentro das unidades hospitalares do Estado e não vemos nenhum posicionamento do Estado e nem dos órgãos de fiscalização competentes para resolver as demandas da saúde”, desabafou.

Os presidentes das entidades deram um prazo de 10 dias úteis para o Estado reestabelecer a alimentação, sob pena de, assim não proceder, os profissionais serem liberados para realizarem suas refeições em suas residências ou estabelecimentos comerciais, sem prejuízo de seus vencimentos ou punição administrativa, o que acarretará em mais prejuízos à assistência dos pacientes. (Asccom – SEET).

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