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‘Sem nenhuma modéstia, excepcional’, diz Amastha ao avaliar sua gestão em Palmas

Agnaldo Araujo - |
Foto: Divulgação
Carlos Amastha, prefeito de Palmas (TO)

Nielcem Fernandes//AF Notícias

Após se licenciar por 40 dias da Prefeitura de Palmas (TO) para assumir a presidência da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), o prefeito Carlos Amastha (PSB) concedeu entrevista exclusiva ao AF Notícias reafirmando sua pretensão de disputar o Governo do Tocantins e avaliou sua gestão como ‘excepcional’.

“Sem nenhuma modéstia, excepcional. Acho que quebramos os paradigmas da velha política. Foi a primeira vez que assumi um cargo público, entendendo as grandes discrepâncias que existem entre a vida pública e privada, eu acho que fiz essa transição rapidamente e consegui entender essa diferença. Nós avançamos em todas as áreas. Palmas hoje, orgulhosamente, é um novo paradigma de sociedade. Nossa capital é um sucesso no turismo, na cultura, no esporte, na infraestrutura, no laser, na educação e na saúde. Temos uma cidade para celebrar, pois alcançamos o que nenhuma capital brasileira conseguiu nesses 5 anos, e isso é motivo de muito orgulho para mim e para todos os palmenses”, respondeu Amastha, ao fazer uma autoavaliação de sua gestão nos últimos 5 anos na capital tocantinense.

O prefeito licenciado creditou tais avanços ao “planejamento e comprometimento de sua equipe. “Isso demonstra que com o trabalho de uma equipe capacitada e comprometida com o planejamento, isso é possível sim”, pontuou.

DIFICULDADES

Amastha afirmou que nem tudo foram flores nesses cinco anos de mandato e revelou a sua principal frustração como administrador público.

“Talvez a minha maior frustração tenha sido ocupar o cargo de prefeito durante a maior crise econômica da história do Brasil. Como eu gostaria de ter disponíveis mais recursos para ter feito muito mais. Nós fomos abatidos pela pior crise que esse país já viveu. Por outro lado temos que ressaltar uma coisa: o Brasil quebrou, o Tocantins quebrou e Palmas está em pé, graças ao trabalho executado, mais do que isso, nesses tempos de crise é que os tentáculos da administração pública tem que ser maiores. É uma contradição muito forte, pois há quem diga que quando se tem pouco dinheiro tem que cortar os serviços, mas eu penso que não”, declarou.

LEGADO

Questionado sobre o legado de sua gestão, o pré-candidato ao Governo citou “o novo paradigma na administração pública, a transparência e o respeito com a coisa pública”. Para ele, a prioridade de um gestor público é contemplar as necessidades de todos os setores da sociedade.

Amastha também alfinetou: “Creio que ter acabado com esse conceito de familiocracia foi um ponto importante. A família do prefeito Amastha são todos os palmenses e nossas equipes. Minha esposa nunca ocupou cargo público, nunca teve motorista, carro ou segurança pago com dinheiro do povo. Como prefeito, sempre dei exemplo. O carro que eu ando é um carro do partido. Sempre tomamos esse cuidado. O eleito fui eu e não a minha família! Aquilo que acontecia com nosso Estado, com nossa cidade não é justo. Nós éramos atacados por uma grande gangue de bandidos que se apropriaram do Estado e das cidades como se fossem coisas próprias e a prefeitura de Palmas devolveu a cidade ao cidadão palmense”, alfinetou.

PROJETOS PARA O TOCANTINS

Como pré-candidato ao Governo, Amastha opinou sobre os principais problemas que impedem o crescimento do Estado.

“Assim como falamos em uma gestão de excelência, o que tem acontecido no Governo é exatamente o contrário: uma ausência total de gestão. Para qualquer um que perguntar quais são hoje os projetos do Estado do Tocantins, a resposta é nenhum! O único projeto do Estado é pagar salário, mas isso não é projeto de gestão, é uma obrigação inerente à atividade pública. De que mais a população carece? Antes de tudo a população carece de oportunidade. O que nós vemos são dúzias de municípios tocantinenses que parecem cidades abandonadas, onde as pessoas simplesmente não têm oportunidades. E o povo clama por isso, ele não clama por esmola e sim por oportunidades. Um Estado tão rico quanto o nosso precisa ter um grande projeto de distribuição de riquezas”, disse.

CONCORRENTE RONALDO DIMAS

Com o avanço da pré-candidatura de Ronaldo Dimas (PR), que também se licenciou da prefeitura de Araguaína para pré-campanha do Governo do Estado, Amastha foi questionado se ele será o seu grande adversário nas eleições de 2018.

“Fiquei muito feliz com a candidatura do prefeito Dimas porque quem fez o lançamento foi o senador Vicentinho (PR), quem vem me combatendo durante cinco anos, me chamando de todas as coisas mais horrorosas e trabalhando contra Palmas. Quando o Senador Vicentinho disse: vou lançar um candidato com perfil empreendedor e tal, ele reconheceu que o perfil do prefeito de Palmas é o que ele queria para concorrer contra nós. Não é desmerecendo o trabalho do prefeito Dimas, mas acho que Araguaína merece avançar muito mais e Araguaína tem potencial para isso. Pré-candidatos podem ser muitos, a disputa está colocada e tenho certeza de uma coisa: nossa aliança é com Deus e o povo do Estado”, afirmou.

COGITA UMA DERROTA?

Amastha foi também questionado sobre um possível cenário em que ele sairia derrotado da disputa eleitoral desse ano, mas desconversou.

“Seja o que Deus quiser. Eu jamais aceitaria como uma derrota. Primeiro que eu saio muito orgulhoso do que fiz em Palmas e acho que cumpri esse ciclo. Se o povo entender, e vai ser o povo que vai decidir, vamos lá com toda força e paixão. Se a opção da população for outra, nós vamos respeitar. Eu vivo o jogo democrático e sou apaixonado pela democracia. O povo quem sabe qual será sua escolha. Que essa escolha seja a melhor para o futuro do nosso Estado”, comentou.

ALIANÇAS E A VELHA POLÍTICA

Sobre as alianças políticas e partidárias visando principalmente aumentar o tempo de propaganda de rádio e TV,  além da própria governabilidade, Amastha afirmou já ter superado essa fase.

“Eu acho que já superei essa aula. É claro que precisamos de um tempo mínimo de televisão. Uma campanha dessas [a governador] a grande exposição é na TV e nós já temos um grupo de partidos que garante o tempo necessário. Essa nova legislação que apenas qualifica para tempo de televisão os seis primeiros partidos é muito importante, pois não precisamos mais fazer aquelas alianças gigantescas e temos um espectro político menor. Em 2016 nós éramos o menor número de partidos e tínhamos o mesmo tempo de televisão que o meu concorrente. Sem nenhuma dúvida nós estamos construindo essa governabilidade. Eu jamais preguei uma política de virgem. O que eu prego é uma política com pessoas comprometidas e de boa fé, e essas pessoas podem sim vir da velha política. A maioria das pessoas que estão ao meu redor já fez política e o interessante é a mudança de atitude em cima de um projeto diferenciado”, explicou.

RECEPÇÃO DO ELEITORADO

A repercussão de cada visita nossa é muito positiva. O importante é ir até as pessoas, aos grupos, às reuniões de empresários. É importante postular uma nova maneira de fazer campanha. Nosso objetivo não é fazer reuniões de grandes lideranças para discutir a política. Queremos grandes discussões com a população para debater projetos que possam ser colocados em prática”, disse.

Amastha ressaltou ainda a importância de assumir a presidência da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP). “Claro que é uma vitrine. Vamos mostrar de alguma maneira para a população do Tocantins a nossa capacidade de articulação, o tamanho das discussões que podemos fazer e em que contexto podemos inserir o Estado, é isso é muito importante”, concluiu.

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