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Senador do Tocantins, Ataídes Oliveira, é nomeado relator do processo contra Delcídio do Amaral

Redação AF - |
Foto: Divulgação
O senador Tocantinense será o relator do caso

O senador tocantinense Ataídes Oliveira (PSDB-TO) será o relator do processo por suposta quebra de decoro parlamentar contra Delcídio do Amaral (PT-MS) no Conselho de Ética. Depois de dois senadores, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e Otto Alencar (PSD-BA), serem sorteados e recusarem a relatoria, Ataídes Oliveira aceitou assumir a tarefa.

A representação protocolada pela Rede e pelo PPS no dia 1º de dezembro pede a perda de mandato do ex-líder do governo no Senado, preso desde o dia 25 de novembro, acusado de tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato.

Na ocasião, dois dos principais partidos de oposição no Senado, DEM e PSDB, optaram por não assinar a representação contra o senador petista, buscando garantir a relatoria do caso, uma vez que o regimento Interno do Conselho de Ética impede que os partidos que subscrevem representação assumam o posto. Dessa forma, os líderes do DEM, Ronaldo Caiado (GO), e do PSDB, Cássio Cunha Lima (PB), apenas apoiaram a iniciativa.

Ataídes disse que a relatoria desse caso será difícil, salientando que os parlamentares devem estar prontos para tais desafios. Adiantou que vai trabalhar com celeridade, dentro dos limites dos prazos. E resguardou-se de emitir juízo antecipado sobre o processo de Delcídio.

Não gostaria de fazer nenhum juízo de valor em avaliação a priori. Evidentemente que os fatos já conhecidos por todos, pela imprensa, são gravíssimos, mas vamos aguardar a defesa do senador”, disse.

Foto: Divulgação
Delcídio do Amaral é acusado de tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato.

O deputado tocantinense ficou mais conhecido nacionalmente após presidir neste ano a CPI do Carf, que investigou suposta manipulação em julgamentos do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) para favorecer empresas investigadas por crimes contra a Receita Federal. A CPI terminou com a aprovação do relatório final, que pede o indiciamento de 28 pessoas, entre conselheiros, assessores, lobistas, e empresários.

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