Sobral – 300×100
Seet

SÉRIE: Kátia Abreu, a senadora ex-ministra da Agricultura que deseja governar o Tocantins

Redação - | - 689 views
Foto: Divulgação
Senadora Kátia Abreu é pré-candidata ao governo do Estado

As articulações políticas e pré-campanhas estão a todo vapor desde o início deste semestre. No Tocantins, sete nomes podem estar na disputa em 2018. As inúmeras viagens, reuniões e trocas de farpas indicam que, no próximo ano, a campanha será movimentada.

Por meio de uma série de matérias, o AF Notícias falará sobre os pré-candidatos ao governo do Estado:  Ataídes Oliveira (PSDB), Carlos Amastha (PSB), Cleiton Bandeira (sem partido), Kátia Abreu (PMDB), Marcelo Miranda (PMDB), Marlón Reis (Rede Sustentabilidade) e Mauro Carlesse (PHS).

CONHEÇA KÁTIA ABREU

Depois de protagonizar várias histórias no legislativo, Kátia Regina Abreu, de 55 anos, pretende governar o Estado do Tocantins. A senadora da República já garantiu mais de uma vez à imprensa que estará na disputa e que só ‘Deus pode impedi-la’.

Kátia deve enfrentar, nas urnas, seu antigo aliado e atual colega de partido, Marcelo Miranda (PMDB-TO). A senadora aparenta saber muito bem o que quer, mas passa por indefinições partidárias. Kátia enfrenta dificuldades no PMDB e ainda deve definir seu futuro partidário nos próximos meses.

O desconforto no atual partido está ligado à sua amizade com ex-presidente Dilma Housseff (PT), a quem defendeu veementemente no processo de impeachment. Com a presidente petista afastada, Kátia deixou de votar com o PMDB e isso resultou em inúmeras tentativas de represálias a ela.

A aproximação da senadora com Dilma foi algo que surpreendeu o Tocantins e rendeu a Kátia Abreu o comando do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Elas se aproximaram e desde então, por empatia, a senadora defende os ideais da ex-presidente e sempre que pode rechaça o processo de impeachment, mesmo que isso desestabilize sua carreira política.

Na imprensa, o discurso da senadora sempre é carregado de críticas ao PMDB e suas figuras representativas. Marcelo Miranda (PMDB-TO), por exemplo, para ela é um “mau gestor” que nem com dinheiro em mãos faz o que o Estado precisa.

Da mesma forma, para Kátia, Michel Temer (PMDB) é corrupto e precisa, juntamente com o partido, se preocupar em provar inocência nos ‘enes’ esquemas de corrupção em que é citado.

Kátia se filiou ao PMDB em 2013 e antes passou pelo DEM, PSDB e PFL, com quem iniciou sua carreira política, em 1998. Ela se candidatou a deputada federal e tornou-se primeira suplente e depois se elegeu efetivamente na Câmara dos Deputados, em 2002, sendo a mais votada do Tocantins.

Pela primeira vez em 2006, disputou uma cadeira no Senado, também pelo PFL, e foi eleita. Assumiu o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento em 2015 e permaneceu até a presidente ser afastada pelo processo de impeachment.

Na política, Kátia sempre defendeu os ideais do agronegócio, de onde veio. A carreira parlamentar foi um resultado de seu sucesso como pecuarista na região de Gurupi.

Este caminho de Kátia teve início após um grande desafio familiar. Com a morte repentina de seu marido, Irajá Silvestre, a senadora precisou assumir uma fazenda no antigo norte de Goiás, atual região de Gurupi-Tocantins, em 1987.

Formada em Psicologia pela Universidade Católica de Goiás, grávida e com dois filhos pequenos, Kátia ignorou conselhos de parentes que diziam que ela deveria seguir uma profissão ‘de mulher’ e assumiu de vez os negócios deixados pelo marido.

Longe de sua cidade natal, Goiânia (GO), e sem muito conhecimento sobre agricultura e pecuária, a senadora se aventurou e conseguiu êxito. O sucesso de sua produção fez com que ela se tornasse presidente do Sindicato Rural de Gurupi e depois presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins, cargo que exerceu por quatro mandatos consecutivos entre 1995 e 2005.

Em seu caminho enquanto mulher na política, Kátia já enfrentou preconceitos, ‘grandes nomes da política’, fez e desfez inúmeras alianças com outras figuras históricas do Tocantins.

Um episódio polêmico envolvendo seu nome ganhou os holofotes da mídia brasileira em 2015. Kátia jogou uma taça de vinho em José Serra (PSDB), durante um evento, por ter sido chamada de “namoradeira”.

A senadora já teve aliança com Siqueira Campos em diferentes momentos da história do Estado. Em 2005, rompeu com o ex-governador e se aliou a Marcelo Miranda, o que garantiu a ela a vaga de senadora em 2006.

Nas eleições de 2010 para o governo do Estado, Kátia acompanhou novamente Siqueira Campos e deixou o então governador Carlos Gaguim.

Já em 2013, a senadora rompeu com Siqueira Campos e se uniu a Marcelo Miranda novamente. Logo após as eleições de 2014, Kátia tornou-se opositora do então governador após uma discórdia política.

LEIA TAMBÉM…

SÉRIE: Cleiton Bandeira, o ‘jovem’ ex-tucano que pretende pleitear o Palácio Araguaia sem partido

SÉRIE: Carlos Amastha, o pré-candidato ‘novo’, polêmico e contrário à ‘velha política’

SÉRIE: Ataídes, o senador suplente que pretende pela segunda vez ser governador

Comentários pelo Facebook: