Servidor teria sido morto devido a relação com filha do prefeito de Wanderlândia

Agnaldo Araujo - |
Foto: Rose Fernandes
Delegada Sarah Lilian fala sobre a investigação

Márcia Costa//AF Notícias

A Polícia Civil afirmou que o irmão do prefeito de Wanderlândia, norte do Estado, confessou ter participado da morte do gestor de convênios João Batista Alves Carneiro, de 35 anos. O crime ocorreu no dia 23 de março no Povoado Floresta, às margens da BR-153. O motivo seria um suposto caso que João Batista mantinha com a filha do prefeito, uma adolescente.

Leonardo Madruga, irmão de Eduardo Madruga (MDB), se apresentou no Complexo de Delegacias de Polícia Civil de Araguaína na tarde de segunda-feira (26), mas foi ouvido e liberado.

Em entrevista coletiva na terça-feira (27), o delegado regional Bruno Boaventura, e a delegada Sarah Lilian, da delegacia de Wanderlândia, afirmaram que Leonardo contou no seu depoimento que marcou um encontro com João Batista, não com o intuito de matá-lo, mas para fazer um acordo. O suposto acordo consistia em o servidor público terminar o relacionamento que mantinha com a adolescente, que já durava algum tempo.

 “O suspeito disse que marcou o encontro por causa dessa razão. Os dois estavam lá para acertar as contas, resolver, para se chegar a um acordo e não em uma tragédia. Mas houve um desentendimento nas ações”, disse o delegado Bruno Boaventura.

De acordo com o delegado, o irmão do prefeito relatou que João Batista compareceu ao encontro com um policial militar. E, durante a conversa, João Batista teria levantado uma das mãos, razão pela qual Leonardo imaginou que seria um sinal para o PM atirar.

“Percebendo a situação, o suspeito disse que pegou o revólver e atirou contra o servidor. O que causa estranheza, pois a ameaça era o policial, mas ele atirou foi no servidor”, disse a delegada Sarah Lilian.

Envolvimento do PM

Conforme a Polícia Civil, o sargento Junior Reis Silva relatou que deu uma carona para João Batista como amigo. O policial teria sido usado pelo servidor para fazer segurança e se envolveu no caso sem saber do que se tratava.

A arma do policial foi recolhida para ver se o projétil que matou o servidor público saiu ou não da arma dele.

Versões contraditórias

A Polícia Civil informou que as versões até agora são contraditórias. Segundo as informações repassadas, o servidor era amigo íntimo do prefeito e de toda a família. Ele dormia até na casa do gestor e tinha um relacionamento próximo com a família.

“Temos o autor do fato [homicídio], mas existem vários detalhes que precisam ser esclarecidos. Ouviremos muitas testemunhas, parentes das vítimas, do autor de ambos os lados que precisam ser ouvidos”, disse o delegado Bruno Boaventura.

O prefeito de Wanderlândia também deverá ser ouvido como testemunha, mas a polícia relatou que não há indícios da participação dele no crime.

A Polícia Civil também afirmou que fará uma reprodução do crime para entender a dinâmica, onde todos as testemunhas e envolvidos devem participar.

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