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Servidora que denunciou irregularidades na Prefeitura de Riachinho sofre retaliações

Agnaldo Araujo - |
Foto: Divulgação
A servidora afirmou que está sofrendo retaliações por parte da gestão municipal

Márcia Costa//AF Notícias

Uma servidora concursada da Prefeitura de Riachinho, no norte do Estado, relatou que vem sofrendo retaliações depois de denunciar ao Ministério Público Estadual (MPE) o fato de que o ex-prefeito da cidade, Eurípedes Lourenço de Melo, o Lipe, vem atuando como se fosse o efetivo prefeito do município, apesar de não ocupar qualquer cargo público. Ele é marido da atual prefeita Diva Ribeiro.

A denúncia foi feita no início de janeiro de 2017. Em fevereiro, o MPE ajuizou Ação Civil Pública para impedir que o ex-gestor entrasse nas repartições públicas. Lipe é acusado de usurpação de função pública.

A servidora Maurisa Saraiva de Araújo relatou que, após fazer a denúncia, passou a ser vítima de “certas represálias”. E chegou até a ser transferida do Povoado Centro dos Borges, onde exercia o cargo de agente de endemias, para a sede da Prefeitura com uma nova função, de auxiliar de secretaria em geral.

Na ocasião da transferência, a servidora ainda argumentou que seu filho, de apenas dois anos de idade, precisava de cuidados especiais com a saúde em razão de uma recente cirurgia, mas não adiantou. Sem condições de deixar o filho, Maurisa se viu  obrigada a pedir licença para cuidar da criança.

A servidora relatou também que, ao apresentar o requerimento de férias, foi atendida no gabinete pelo ex-prefeito Lipe, que inclusive a encaminhou para o departamento de recursos humanos. Contudo, posteriormente, ela recebeu a notificação de que não estava de férias. Em razão disso, não recebeu o adicional de férias e nem o pagamento do salário do mês de fevereiro.

A denúncia chegou até o Sindicato dos Servidores Públicos do Tocantins (SISEPE) pelos vereadores Daniel Gouveia Feitosa e Danilo Freitas de Oliveira. O diretor de assuntos Regionais do SISEPE, Ronaldo Sérgio, falou que irá tomar todas as providências para que esse problema seja solucionado o quanto antes. “Essa atitude é inadmissível e inaceitável, portanto não iremos medir esforços para que o problema seja solucionado e que os culpados sejam punidos”, disse o diretor do SISEPE.

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