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Servidores terão prejuízos com parcelamento dos R$ 104 milhões, alerta vereador

Redação AF - | - 530 views
Foto: Divulgação
Vereador Carlos Silva questiona sumiço do dinheiro do IMPAR

Márcia Costa//AF Notícias

Com um único voto contrário, os vereadores de Araguaína aprovaram em primeira votação o projeto de lei de autoria do prefeito Ronaldo Dimas (PR) que parcela em até 200 vezes – quase 17 anos, a dívida de R$ 104,2 milhões do Município com o Instituto de Previdência dos Servidores, o IMPAR. A sessão ocorreu nesta segunda-feira (06).

Apenas o vereador Carlos Silva (PSDC) votou contrário justificando que o projeto vai gerar débitos por quase duas décadas e “não vê vantagens para servidores e população” com o parcelamento da dívida.

“Estamos prestes a aprovar mais um perdão de dívidas. Sequer sabemos como esse dinheiro foi gasto. O fato de a Prefeitura não repassar o dinheiro (ao instituto) já prejudica a todos. Haverá mais e mais parcelamentos. Os servidores públicos não vão ver esse dinheiro. Se os gestores honrarem seus compromissos, terão que arcar com os parcelamentos de outras dívidas, não de suas gestões. Vejo com preocupações e prejuízos”, afirmou o vereador Carlos Silva, que é servidor concursado do INSS.

Ao contrário do parlamentar, o presidente do IMPAR, Carlos Murad, disse que o reparcelamento da dívida deixará a situação mais fácil para a Prefeitura, que atualmente repassa R$ 2,8 milhões mensais ao Instituto. Com a aprovação, sobrará dinheiro para o Poder Público investir em infraestrutura. “Agora com toda a dívida parcelada em 200 vezes, o valor mensal passa para R$ 500 mil. O parcelamento fica mais fácil para a Prefeitura pagar o IMPAR, e sobra dinheiro para investimentos”.

Apesar da dívida ter acumulado nas gestões da ex-prefeita Valderez Castelo Branco, Valuar Barros e do atual prefeito Ronaldo Dimas, Carlos Murad explicou que o Impar teve evolução patrimonial de 2013 a 2017 por meio dos repasses e aplicações financeiras.

“Nunca fizemos uma aplicação num fundo podre, aplicamos na Caixa Econômica e Itaú. Pegamos o IMPAR com pouco mais de R$ 70 milhões e hoje estamos com quase R$ 154 milhões. O instituto está em crescimento, temos que ter equilíbrio, pois pessoas estão saindo e novas pessoas precisam entrar. O pagamento dos novos, paga os antigos”, finalizou.

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