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Sindicato Nacional denuncia assédio moral e perseguições a professores da UNITINS

Agnaldo Araujo - |
Foto: Divulgação
Docentes da Unitins lutam para assumir cargos após concurso

Os professores da Fundação Universidade do Tocantins (Unitins), ligada ao governo estadual tocantinense, têm enfrentado sérios entraves no dia a dia da vida acadêmica. Conforme o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), além do fato de que os docentes aprovados em concurso tenham assumido seus cargos apenas após medida cautelar, a categoria enfrenta assédio moral, proibição de entrada em sala de aula, recusa a projetos de extensão, entre outros problemas.

O Setor das Instituições Estaduais e Municipais de Ensino (Iees/Imes) do ANDES-SN, reunido em Palmas (TO) nos dias 13 e 14 de maio, aprovou moção de apoio aos docentes da Unitins. A moção afirma que os docentes aprovados no Concurso Público 001/2014 só tiveram a posse dos cargos garantida por meio de medida cautelar. O ato, entretanto, não foi sequer publicado no Diário Oficial do Tocantins.

O Setor das Iees/Imes do ANDES-SN listou, também, outros problemas que os docentes da Unitins enfrentam, como a negação de oferta de disciplina para o exercício docente; a manutenção de contratos precários ao invés da convocação dos aprovados em concurso; a constituição de comissão de avaliação de estágio probatório que não atende exigências mínimas de qualificação para realizar avaliações acadêmicas; a recusa a projetos de extensão universitária elaborados pelos docentes concursados; a negação de acesso às salas de aula logo após o ato da posse, adiando o exercício docente para o inicio do primeiro semestre de 2016; a publicação no site da instituição da anulação administrativa do concurso, gerando assédio moral; e as condições precárias para o desenvolvimento de aulas práticas.

Gilberto Correia da Silva, presidente da Associação dos Professores Universitários de Gurupi (Apug – Seção Sindical do ANDES-SN), reafirmou o apoio aos docentes da Unitins. Segundo ele, o concurso público tinha 250 vagas, mas apenas 50 docentes tomaram posse por meio de medida cautelar, enquanto os demais 200 ainda esperam para começar a lecionar.

A situação na Unitins é muito complicada. Os docentes da universidade participaram da reunião do Setor das Iees/Imes e expuseram os problemas. Há docentes que tiveram que recorrer à justiça para poder entrar em sala de aula, sem falar no assédio que eles estão sofrendo. O ANDES-SN apoia a categoria e declara seu repúdio ao governo do estado e à reitoria da Unitins”, comentou o docente.

Fonte: Andes-SN

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