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Sintet afirma que Marcelo Miranda trata usuários do serviço público com “descaso”

Agnaldo Araujo - |
Foto: Divulgação
Governador do Estado, Marcelo Miranda, e presidente do Sintet, Roque Santiago

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins (Sintet-TO) criticou a postura do Governo do Estado e afirmou que o governador Marcelo Miranda (PMDB) trata as pessoas que usam o serviço público do Estado com “descaso e falta de compromisso”. A carta aberta foi assinada pelo presidente do Sintet, Roque Santiago, referindo-se à falta de cumprimento dos acordos feitos com os professores, que resultou na redução da hora/aula nas escolas estaduais.

Na carta, o Sintet afirma ainda que Marcelo Miranda “não tem a postura de honrar com suas obrigações”, principalmente em relação aos professores que todos os dias se empenham para garantir uma educação de qualidade. “Enquanto descumpre os compromissos com a nossa categoria, Marcelo Miranda não se sente nem um pouco envergonhado de gastar milhões patrocinando rodeios no interior”, diz.

A carta lembra ainda que a última greve de quase 90  dias poderia ter sido evitada, se Marcelo se empenhasse em revolver os problemas da educação ao invés de se ocupar com coisas como viajar pela Europa. Diante da situação, conforme afirmado, os professores se viram forçados a reduzir o tempo das aulas na tentativa de sensibilizar o governador a cumprir os acordos firmados.

Entenda

Os professores reduziram em 15 minutos a hora/aula desde a última terça-feira (26/04). Eles reivindicam, entre outros, o pagamento dos passivos em atraso, como o retroativo das progressões 2013, retroativo das progressões 2014 e o pagamento do retroativo da data-base 2015, bem como, o pagamento das progressões 2016.

Confira a nota na íntegra

“Mais uma vez, por conta do descaso e falta de compromisso do governador Marcelo Miranda para com as pessoas que usam o serviço público tocantinense, o dia a dia de nossas escolas vai ser alterado.  Depois de uma greve de quase 90 dias (em 2015) que poderia ter sido evitada se o governador se empenhasse em revolver os problemas da educação ao invés de se ocupar com coisas como viajar pela Europa, agora os/as profissionais da educação se veem forçados a reduzir o tempo das aulas na tentativa de sensibilizar o governador Marcelo Miranda a cumprir os compromissos firmados oficialmente com os professores e professoras desse Estado.

Toda mãe e todo pai de família responsável sabe da importância de honrar suas obrigações, pagar suas dívidas, não é mesmo? Infelizmente, essa não tem sido a postura do governador Marcelo Miranda para com os professores e as professoras que todos os dias se empenham para garantir uma educação de qualidade para nossas crianças! Enquanto descumpre os compromissos com a nossa categoria, Marcelo Miranda não se sente nem um pouco envergonhado de gastar milhões patrocinando rodeios no interior ou com programas, tais como o “Programa Estado sem Drogas”, que vai custar aos cofres públicos mais de 1 milhão de reais para fazer o que a Polícia Militar (PM) já faz com o programa Proerd, que combate o uso de drogas e aproxima a PM da comunidade, algo essencial em tempos de tanta violência.

Nós, professores e professoras do Estado do Tocantins, cumprimos nossa parte, fizemos a reposição de todas as aulas. Infelizmente, o governador não pode alegar que descumpre os acordos de greve por falta de dinheiro. Afinal, a eleição para escolha de diretor/a que certamente ajudaria a evitar a interferência política na rotina das escolas, algo fundamental para a melhoria da qualidade da educação, especialmente em ano eleitoral, também não se concretizou, mesmo tendo um custo insignificante para o Estado. O que demonstra mais uma vez que, se o governador Marcelo Miranda tem honrado compromissos, não é com a qualidade da educação das crianças tocantinenses.

Para dar uma ideia de como essa postura do Governador tem prejudicado os professores e professoras desse Estado, uma parcela da dívida que o Governo tem conosco são direitos (progressões) referentes ao ano de 2013 e, em parte, não passam de pouco mais de R$ 140 reais por mês por pessoa. Agora, pense um pouco: O que você pagava pelo botijão de gás de cozinha naquela época é o mesmo que você paga hoje? O que você pagava pela energia elétrica naquela época é o mesmo que você paga hoje? Claro que não! Então, é justo que o Governador Marcelo Miranda deixe de pagar uma dívida tão antiga? Você que é pai ou mãe de família sabe como esse valor faz falta no orçamento de uma família! Oh, se faz!

Por essas e outras, desde terça-feira, 26/04, todas as escolas do Estado têm reduzido em 15 minutos o tempo de cada aula durante o dia e 10 minutos por aula à noite. Essa é uma forma de tentar, como dissemos anteriormente, sensibilizar o Governador Marcelo Miranda para que cumpra seus compromissos. Entretanto, esse tempo não será perdido. 

Sugerimos que professores/as e demais funcionários/as, alunos/as e comunidade escolar usem esse tempo para que esclareçam as causas da greve e discutam também os demais problemas que afetam as escolas, tais como a qualidade da merenda, o atraso no repasse dos recursos pelo governo, a necessidade de instalação de aparelhos de ar-condicionado nas salas de aula, a falta de reforma nas escolas, dentre outros. Os professores e as professoras da Rede Estadual estão dispostos a contribuir na busca de soluções que melhorem a qualidade da educação no Estado do Tocantins”.

Contamos com a compreensão de todos/as.

José Roque Santiago

Presidente do SINTET

Atenciosamente,

Nubia Martins

Assessora de Comunicação do SINTET”

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